CIA enganou população sobre programa de interrogatórios, diz jornal

Por Reuters |

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Relatório indica que detentos eram submetidos a técnicas ríspidas mesmo quando se sabia que não tinham nada a revelar

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A Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA) enganou o público e o governo dos EUA durante anos a respeito de alguns aspectos de seu programa de interrogatórios, ocultando detalhes sobre o tratamento ríspido de detidos e outras questões, de acordo com uma reportagem do jornal Washington Post.

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AP
Prédio do Capitólio, sede do Congresso americano: Comitê de Inteligência do Senado sobre programa de interrogatórios da CIA revela novas informações comprometedoras

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Autoridades americanas que viram um relatório do Comitê de Inteligência do Senado sobre o programa de interrogatórios da CIA revelaram novas informações comprometedoras sobre uma rede de instalações de detenção secretas, também chamadas de "black sites", segundo o Washington Post.

O Comitê de Inteligência, responsável pela supervisão da CIA, finalizou o esboço do relatório de 6,3 mil páginas sobre o programa de interrogatórios mais de um ano atrás, mas o documento continua confidencial.

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Nos "black sites", os prisioneiros eram submetidos às vezes a técnicas ríspidas de interrogatório, mesmo quando os agentes estavam certos de que os presos não tinham mais informações para dar, diz a reportagem, que o Post disse ter sido feita com base em entrevistas com autoridades de hoje e do passado.

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Os arquivos analisados pelos investigadores do comitê descrevem casos inéditos de abuso, entre eles a suposta imersão de um suspeito de terrorismo repetidas vezes em tanques de água gelada em uma instalação de detenção no Afeganistão. O método tem semelhanças com a técnica de simulação de afogamento, mas nunca apareceu em nenhuma lista de técnicas aprovadas pelo Departamento de Justiça, segundo o Washington Post.

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Autoridades disseram também que milhões de registros mostram que a capacidade da CIA de obter informações de inteligência mais valiosas, incluindo as pistas que levaram à localização e morte de Osama bin Laden em 2011, teve pouco ou nada a ver com as "técnicas intensificadas de interrogatório", segundo o jornal.

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