'Epidemia sem precedentes' de ebola na Guiné mata 78 pessoas

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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O grande número de vítimas é o primeiro na África Central em duas décadas. Pessoas têm sido infectadas na capital e no sul

Autoridades da área da saúde na Guiné estão enfrentando uma “epidemia sem precedentes” de Ebola, advertiu grupo de ajuda internacional nesta segunda-feira (31), enquanto o número de mortes por causa da doença, que causa hemorragia grave, alcança 78.

No começo de Março: Novo surto da doença mata 59 na Guiné

AP
Paciente de 43 anos que recebeu o diagnóstico de ebola hemorrágica é consolado por médicos no Congo (set/2007)


Brasileiros: Surto de ebola assusta na Guiné

O surto de Ebola é o primeiro do tipo na África Ocidental em duas décadas. Autoridades do vizinho Senegal fecharam a fronteira terrestre com a Guiné. Libéria, outro país vizinho, confirmou dois casos, um deles fatal.

Youssou Ndour, um superstar da música senegalesa, cancelou show que faria no fim de semana em Conakry, capital da Guiné, por temer que a doença se espalhe à grande multidão que se reuniria para ouvi-lo. Moradores evitam o hospital na cidade de 2 milhões de habitantes, onde, segundo as autoridades, parentes de uma vítima estão sendo mantidos em isolamento.

O surgimento da ebola na Guiné coloca desafios nunca vistos em surtos anteriores que envolviam "locais mais remotos em oposição a áreas urbanas", de acordo com os Médicos Sem Fronteiras. A doença tem matado pessoas tanto em Conakry quanto no sul rural do país.

"A vasta extensão geográfica do surto Guiné é preocupante, pois complica muito as tarefas das organizações que trabalham para controlar a epidemia", disse Mariano Lugli, coordenadora do grupo em Conakry.

O vírus foi descoberto no Congo - então conhecido como Zaire - em 1976. Não há vacina nem tratamento específico para controlar o problema de saúde. O tipo detectado na Guiné mata até 90% das vítimas, que sofrem extensa hemorragia tanto interna quanto externa.

Funcionários não têm explicação sobre o que motivo pelo qual a doença apareceu no país do oeste africano, longe de qualquer fronteira com o Congo. No entanto, morcegos que carregam o vírus são consumidos como uma iguaria local na Guiné.

A doença pode ser transmitida de humano para humano por meio do contato direto com o sangue ou secreções de uma pessoa infectada, ou objetos que forem contaminados por secreções infectadas. Parentes em luto também podem contrair o vírus ao entrar em contato com os corpos das vítimas em funerais, de acordo com autoridades da saúde.

*Com AP

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