Alemanha cogita oferecer apoio militar a países do Leste Europeu ligados à Otan

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graças ao passado nazista alemão, uma possível missão militar no exterior é um assunto muito delicado no país

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A Alemanha está prestes a oferecer apoio militar a países do Leste Europeu membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em resposta à anexação da Crimeia pela Rússia, de acordo com a revista alemã Der Spiegel deste fim de semana.

AP
Avião na base aérea da OTAN em Geilenkirchen, Alemanha




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A Alemanha, cujo peso diplomático ainda está muito aquém do seu próprio poderio econômico global, tem dado mostras de que pretende desempenhar um papel mais ativo na política internacional, com a chanceler Angela Merkel e seu ministro do Exterior dispostos a resolver a crise ucraniana.

No entanto, graças ao passado nazista alemão, uma possível missão militar no exterior é um assunto muito delicado no país.

De acordo com o Der Spiegel, o Ministro da Defesa estaria disponibilizando até seis caças para uma patrulha aérea mais intensificada em certas áreas do Leste Europeu. O número de aviões da Otan na região poderá dobrar, disse a revista.

A Otan está expandindo sua presença aérea para garantir maior segurança aos seus membros do Leste, após os acontecimentos na Ucrânia.

O Der Spiegel citou o Ministro do Exterior alemão Frank-Walter Steinmeier, que afirmou ser fundamental a Otan manter a calma e não se ver atrelada a um grande conflito bélico.

"Ao mesmo tempo, nossos parceiros sabem que estamos sempre solidários a eles nesta aliança, sem mais nem menos, e não apenas quando a situação apertar", teria dito Steinmeier, segundo a revista alemã.

Em resposta ao artigo, uma porta-voz do Ministro da Defesa afirmou que quaisquer missões das forças armadas devem ser primeiro decididas e avalizadas pelas autoridades políticas.

Mas tão logo as investidas militares sejam autorizadas, "as forças armadas poderão ajudar a patrulhar o espaço aéreo com dispositivos do sistema de vigilância aérea (AWACS) sobre a Romênia e a Polônia, bem como treinar operações aéreas sobre os estados bálticos", disse ela.

(Reportagem de Sabine Siebold)

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