Rússia nega envio de tropas à Ucrânia

Por Reuters |

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O ministro russo Sergei Lavrov reforçou a mensagem do presidente Vladimir Putin de que o país vai ficar, pelo menos por enquanto, apenas com o controle da Crimeia

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A Rússia informou neste sábado que "não tem a intenção" de invadir o leste da Ucrânia, respondendo a alertas do Ocidente sobre o aumento do número de tropas na fronteira, após Moscou anexar a Crimeia.

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O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, falando à televisão russa, reforçou a mensagem do presidente Vladimir Putin de que a Rússia vai ficar, pelo menos por enquanto, apenas com o controle da Crimeia, apesar de ter destacado milhares de soldados para a fronteira com o Ucrânia. "Não temos absolutamente nenhuma intenção de, ou interesse em, cruzar a fronteiras da Ucrânia", disse Lavrov.

Mas ele alertou que a Rússia vai proteger o direito dos cidadãos que têm o russo como língua nativa, referindo-se ao que Moscou vê como ameaça às vidas de compatriotas no leste da Ucrânia, depois da queda do presidente Viktor Yanukovich em fevereiro.

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. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP


O Ocidente impôs sanções à Rússia, incluindo proibição de vistos para algumas pessoas próximas a Putin, depois de Moscou anexar a Crimeia neste mês, após a realização de um referendo na região de maioria russa, algo que o Ocidente classificou como ilegal.

O Ocidente ameaçou impor sanções mais duras contra a economia russa se Moscou enviar mais tropas à Ucrânia. Autoridades dos Estados Unidos afirmaram que até 40 mil soldados estão na fronteira.

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), general Anders Fogh Rasmussen, afirmou em entrevista à revisa alemã Focus que a aliança está "extremamente preocupada".

"Vemos isso como uma ameaça concreta à Ucrânia, e vemos potencial para mais intervenções", disse Rasmussen, que deve deixar o posto em outubro.

"Tememos que não é o suficiente para ele (Putin). Tememos não estarmos lidando com um pensamento racional e sim com emoções, o anseio de reconstruir a antiga esfera de influência da Rússia em sua vizinhança."

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