Autoridades australianas levaram as buscas a 1.100 quilômetros para o norte, após novas análises de dados de radar terem mostrado que o avião voou mais rápido e por distância menor

Reuters

Navios chineses procuraram neste sábado (29) em uma nova área do Oceano Índico o avião desaparecido da Malaysia Airlines, no dia em que a busca pelo voo MH370 entrou em sua quarta semana em meio a uma série de alarmes falsos sobre possíveis destroços no mar.

Autoridades australianas que coordenam a operação levaram as buscas a 1.100 quilômetros para o norte na sexta-feira, após novas análises de dados de radar terem mostrado que o avião voou mais rápido e por uma menor distância após desaparecer dos radares civis no dia 8 de março.

Um avião militar chinês avistou três objetos suspeitos neste sábado na nova área de buscas, localizada 1.850 quilômetros a oeste de Perth. Eles tinham as cores branca, vermelha e laranja, informou a agência de notícias estatal chinesa Xinhua.

Painel presta homenagem aos passageiros do voo desaparecido da Malásia
AP
Painel presta homenagem aos passageiros do voo desaparecido da Malásia


Essas peças se somam a "múltiplos objetos de várias cores" encontrados por diversos voos na sexta-feira, de acordo com a Autoridade de Segurança Marítima Australiana (AMSA, na sigla em inglês). Alguns dos objetos pareciam pertencer a barcos de pesca e nada pode ser confirmado até eles serem recolhidos pelos navios, acrescentou o órgão.

"Temos esperança de localizar novamente alguns dos objetos que vimos ontem", afirmou à Reuters o tenente Leon Fox, da Royal New Zealand Air Force, antes de voar para a área. "Tomara que alguns dos navios na região possam começar a pegar objetos e nos falar o que estávamos vendo".

O navio chinês Jinggangshan, que leva dois helicópteros, alcançou a nova área de buscas no começo deste sábado, e deve se concentrar em tentar encontrar partes de avião, manchas de óleo e coletes salva-vidas em uma área de aproximadamente 6.900 quilômetros quadrados, afirmou a agência de notícias estatal Xinhua.

Outros quatro navios chineses e um australiano estavam a caminho da região.

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