Nova Zelândia encontra objetos em nova área de buscas por voo da Malásia

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Imagens dos objetos foram enviadas para análise. Região agora é mais próxima da terra e com melhores condições climáticas

A Nova Zelândia avistou objetos flutuando na nova área de buscas pelo voo da Malaysia Airlines nesta sexta-feira (28), de acordo com autoridades da segurança marítima australiana. O avião p-3 da força aérea neozelandesa está retornando para Perth, onde as novas imagens serão analisadas.

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AP
Membros da tripulação a bordo do AP-3C Orion, da força aérea australiana, observam mapas de navegação em busca do voo desaparecido da Malaysia Airlines, no Índico (27/03)


Desespero: Parentes de passageiros entram em choque com a polícia

Na manhã desta sexta, as equipes de buscas começaram a analisar uma nova área - a 1.100 km a nordeste da zona de buscas anterior - a cerca de 2.500 km da cidade australiana de Perth. A nova área de buscas é cerca de 80% menor que a anterior, mas continua a ser grande: cerca de 319 mil km quadrados, quase do tamanho da Polônia.

De acordo com autoridades australianas, análises de satélite mais recentes indicam que a aeronave estava viajando a uma velocidade mais rápida do que a estimado anteriormente, o que aumentaria o uso de combustível e reduziria a distância sobrevoada pela aeronave. A vantagem, segundo especialistas, é que a nova região é mais próxima da terra e tem um clima mais ameno.

Investigação: Desaparecimento de avião foi proposital, diz premiê da Malásia

O avião malaio desapareceu no último dia 8 com 239 pessoas a bordo. Autoridades da Malásia concluíram, com base em dados de satélite, que a aeronave voou para o sul do Oceano Índico. Até agora não há sinais de destroços do Boeing.

Nove aviões sobrevoaram a nova área de buscas nesta sexta e seis navios estão a caminho do local, segundo John Young, gerente da Autoridade Australiana de Segurança Marítima (AMSA). “Nós mudamos" a área de buscas em relação a anterior, disse ele. A região de buscas foi alterada enquanto surgiam novos sinais de radar e "pings" captados por satélite, captadas várias horas após a aeronave ter perdido o contato.

Veja o drama das famílias dos passageiros:

Parentes de passageiros chineses do voo desaparecido da Malásia choram durante protesto em frente de embaixada do país em Pequim (25/3). Foto: APIrmã de passageiro de avião desaparecido da Malásia chora ao assistir programa sobre o voo MH370 em sua casa em Medan, Sumatra do Norte, Indonésia (25/3). Foto: APChinesa é amparada por seus familiares após pronunciamento do premiê malaio que confirmou a queda do voo da Malaysia Airlines, em Pequim, China. Foto: APChinesa entra em desespero ao saber que o avião desaparecido da Malaysia Airlines caiu no oceano Índico, após coletiva de imprensa em Pequim, China. Foto: APParentes das vítimas do voo se desesperam ao saber da queda do avião no Índico, em Pequim, China. Foto: ReutersHomem se desespera ao saber que avião desaparecido da Malaysia Airlines caiu no Índico após coletiva de imprensa em Pequim, China. Foto: ReutersFamiliares não se conformam com a queda do avião da Malaysia Airlines. Na foto, parentes após coletiva de imprensa em Pequim, China. Foto: ReutersParente de passageiro do voo da Malaysia Airlines fica em estado de choque ao saber que avião caiu no Índico após coletiva de imprensa em Pequim, China. Foto: ReutersFamílias dos passageiros são amparados após saberem da queda do avião em coletiva de imprensa na China. Foto: ReutersFamiliares se abraçam após saberem da queda do voo desaparecido da Malaysia Airlines, em Pequim, China. Foto: ReutersMulher chora durante coletiva de imprensa sobre o desaparecimento do voo da Malaysia Airlines durante coletiva de imprensa na China (22/03) . Foto: ReutersFamiliar de um dos passageiros a bordo do voo desaparecido da Malaysia Airlines aguarda por novas informações em Pequim, China (22/03). Foto: ReutersParentes das vítimas do voo da Malaysia Airlines rezam enquanto aguardam por mais informações, em Pequim, China (22/03). Foto: ReutersParentes dos passageiros a boardo do voo da Malaysia Airlines assistem à noticiário sobre o avião em Pequim, China (17/03) . Foto: APParentes dos chineses a bordo do avião que havia desaparecido aguardam notícias em Pequim, China (março/2014). Foto: APFamiliares dos passageiros a bordo do voo da Malaysia Airlines deixam sala de hotel após reunião com oficiais malaios, em Pequim, China (março/2014). Foto: APParente de um dos passageiros chineses no voo da Malaysia Airlines chora em frente de jornalistas em Sepang, Malásia (março/2014). Foto: AP

Premiê da Malásia: Avião caiu no sul do Índico e não há sobreviventes

"Essa área é a nossa melhor estimativa até aqui", disse Martin Dolan, comissário-chefe do Serviço de Segurança nos Transportes Australianos, em uma coletiva de imprensa em Canberra. Ele afirma que uma variedade de locais foi calculada antes dessa nova definição.

De acordo com Dolan, as informações dos satélites foram acopladas a várias projeções sobre o desempenho da aeronave e distância do avião, determinadas por satélites em diferentes horários. Dolan disse que a busca agora é para restos de superfície para dar uma indicação de "onde os principais destroços da aeronave possam estar. Na nova faixa de buscas, o mar chega a ter entre 2 mil e 4 mil metros, disse Young. 

Desafio

A razão pela qual o avião saiu de curso e perdeu contato com os controladores de tráfego aéreo continua a confundir os especialistas e parentes dos passageiros. Grande parte dos familiares de 153 passageiros chineses a bordo do voo malaio se recusam a aceitar a tragédia.

Leia também: Dez questões ainda não respondidas sobre o avião desaparecido

Na quinta-feira (27), a Malaysia Airlines publicou, por meio de anúncio de página inteira no jornal de língua inglesa New Straits Times, um comunicado de condolências: "Nossas mais sinceras condolências aos entes queridos, amigos e colegas dos 239 passageiros. Palavras não podem expressar nossa enorme tristeza e dor."

*Com AP, BBC e CNN

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