Enviado da Coreia do Norte diz à ONU para 'cuidar da sua vida'

Por iG São Paulo |

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So Se Pyong afirma que EUA querem arruinar a reputação do país. Investigação sobre crimes contra a humanidade continua

O enviado da Coreia do Norte disse ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas nesta sexta-feira (28) para "cuidar da sua vida", durante debate sobre crimes contra a humanidade documentados em seu país por investigadores da Organização.

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AP
Embaixador da Coreia do Norte na ONU, So Se Pyong, conversa com repórteres em coletiva de imprensa em Genebra, Suíça (25/03)


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So Se Pyong, embaixador da Coreia do Norte na ONU, também disse que a "cooperação nunca pode ser compatível com o confronto", ao responder às críticas sem precedentes sobre seu histórico na área de Direitos Humanos, durante reunião em Genebra, Suíça.

Resolução aprovada

O conselho aprovou uma resolução, apresentada pelo Japão e pela União Europeia, pedindo que o Conselho de Segurança tome medidas para responsabilizar os que cometeram assassinatos, sequestros e tortura no país isolado.

Depois da conversa irritada, um investigador especial ganhou a aprovação do Conselho para continuar investigando as suspeitas de crimes contra a humanidade e outros abusos cometidos no país asiático por 30 votos contra 6, e 11 abstenções. China, Cuba, Paquistão, Rússia, Venezuela e Vietnã votaram contra a investigação. 

O relatório, com base no testemunho de centenas de vítimas, concluiu que vários crimes contra a humanidade foram cometidos na Coréia do Norte, incluindo assassinatos em massa e torturas. 

A resolução também condena "a longa e violações dos direitos humanos sistemáticas, generalizadas e brutas em curso e outros abusos dos direitos humanos" na Coreia do Norte, e exorta o país a começar a cooperar com a investigação da ONU.

Dirigida pelo juiz aposentado da Austrália Michael Kirby, a comissão alertou o líder norte-coreano Kim Jong-un, e outras pessoas de seu governo, sobre uma possível responsabilização por orquestrar crimes generalizados contra civis.

Em outro momento da reunião, Pyong disse que 'patrocinadores' do documento havia transformado o conselho "em um palco de confrontos políticos". No início desta semana, ele convocou jornalistas durante sua passagem por Genebra para denunciar que os EUA querem minar a reputação da Coréia do Norte no mundo.

*Com Reuters e AP

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