Filho do piloto do avião desaparecido rejeita acusações contra seu pai

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Ahmad Seth Zaharie é o filho mais novo de Zaharie Ahmad Shah e diz ignorar hipóteses de que seu pai tenha sequestrado o voo

O filho mais novo do piloto Zaharie Ahmad Shah, que estava à frente do voo 370 da Malaysia Airlines, quebrou o silêncio da família e afirmou rejeitar as especulações de que seu pai foi responsável, de alguma forma, pelo desaparecimento do avião malaio.

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AP
Jornalistas aguardam em frente ao portão principal da casa de Zaharie Ahmad Shah, piloto do avião desaparecido da Malaysia Airlines, em Shah Alam, Malásia


Índico: 122 novos objetos são identificados e podem ser do voo da Malásia

“Tenho lido tudo o que publicam na internet. Mas tenho ignorado toda essa especulação. Eu conheço meu pai”, disse Ahmad Seth Zaharie, de 26 anos, em entrevista publicada nesta quinta-feira (27) pelo New Straits Times, um jornal malaio de língua inglesa.

'Eu entendo ele'

O voo 370 desapareceu no último dia 8 com 239 pessoas a bordo. A ideia de que Zaharie ou o co-piloto Fariq Abdul Hamid seriam responsáveis pelo desaparecimento do voo é apenas uma das tantas teorias que os investigadores continuam analisando.

De acordo com uma das teorias, o piloto poderia ter sequestrado o avião como um ato político. Ele foi identificado como defensor expressivo da oposição ao governo malaio. Mas Ahmed rejeita essa ideia.

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“Talvez não fôssemos tão próximos porque ele estava sempre viajando. Mas eu entendo ele”, disse Ahmad sobre seu pai na entrevista. Sob seu ponto de vista, as especulações das autoridades sobre essa teoria são muito vagas.

Um funcionário do governo da Malásia disse à CNN na quarta-feira (26) que as autoridades não encontraram nada durante os 19 dias de investigação sobre os pilotos que pudesse estabelecer uma relação sobre um possível sequestro do avião, seja ela política, suicida ou extremista.

Investigação do FBI em curso sobre ambos os pilotos, que inclui um simulador de voo que Zaharie havia construído em sua casa, não descobriu nenhuma informação convincente sobre a relação da dupla com o desaparecimento do voo malaio, afirmou autoridade dos EUA com conhecimento sobre a investigação à CNN.

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Parentes de passageiros chineses do voo desaparecido da Malásia choram durante protesto em frente de embaixada do país em Pequim (25/3). Foto: APIrmã de passageiro de avião desaparecido da Malásia chora ao assistir programa sobre o voo MH370 em sua casa em Medan, Sumatra do Norte, Indonésia (25/3). Foto: APChinesa é amparada por seus familiares após pronunciamento do premiê malaio que confirmou a queda do voo da Malaysia Airlines, em Pequim, China. Foto: APChinesa entra em desespero ao saber que o avião desaparecido da Malaysia Airlines caiu no oceano Índico, após coletiva de imprensa em Pequim, China. Foto: APParentes das vítimas do voo se desesperam ao saber da queda do avião no Índico, em Pequim, China. Foto: ReutersHomem se desespera ao saber que avião desaparecido da Malaysia Airlines caiu no Índico após coletiva de imprensa em Pequim, China. Foto: ReutersFamiliares não se conformam com a queda do avião da Malaysia Airlines. Na foto, parentes após coletiva de imprensa em Pequim, China. Foto: ReutersParente de passageiro do voo da Malaysia Airlines fica em estado de choque ao saber que avião caiu no Índico após coletiva de imprensa em Pequim, China. Foto: ReutersFamílias dos passageiros são amparados após saberem da queda do avião em coletiva de imprensa na China. Foto: ReutersFamiliares se abraçam após saberem da queda do voo desaparecido da Malaysia Airlines, em Pequim, China. Foto: ReutersMulher chora durante coletiva de imprensa sobre o desaparecimento do voo da Malaysia Airlines durante coletiva de imprensa na China (22/03) . Foto: ReutersFamiliar de um dos passageiros a bordo do voo desaparecido da Malaysia Airlines aguarda por novas informações em Pequim, China (22/03). Foto: ReutersParentes das vítimas do voo da Malaysia Airlines rezam enquanto aguardam por mais informações, em Pequim, China (22/03). Foto: ReutersParentes dos passageiros a boardo do voo da Malaysia Airlines assistem à noticiário sobre o avião em Pequim, China (17/03) . Foto: APParentes dos chineses a bordo do avião que havia desaparecido aguardam notícias em Pequim, China (março/2014). Foto: APFamiliares dos passageiros a bordo do voo da Malaysia Airlines deixam sala de hotel após reunião com oficiais malaios, em Pequim, China (março/2014). Foto: APParente de um dos passageiros chineses no voo da Malaysia Airlines chora em frente de jornalistas em Sepang, Malásia (março/2014). Foto: AP

Desespero: Parentes de passageiros entram em choque com a polícia

"Eles têm acesso aos dados", disse o oficial. "Não há nada gritante sobre os pilotos até agora”.

Os investigadores também não encontraram nada suspeito que possa incriminar membros da tripulação ou os próprios passageiros.

“Não acho que há uma teoria que prevaleça", de acordo com a autoridade. "Neste momento há contra-argumentos para cada teoria".

Mais destroços

Nesta quinta, aviões e navios de buscas no Índico tiveram de suspender as operações por causa do mau tempo, enquanto a Tailândia afirma ter encontrado, por meio de fotos de satélites, centenas de objetos na área de buscas.

As imagens do satélite tailandês mostraram ‘300 objetos de vários tamanhos’ no oceano Índico, cerca de 2.700 km a sudoeste de Perth, segundo Anond Snidvongs, diretor da agência de desenvolvimento de tecnologia espacial da Tailândia.

Leia também: Dez questões ainda não respondidas sobre o avião desaparecido 

Os objetos estavam a cerca de 200 km da área onde um satélite francês identificou, no domingo (23), 122 objetos. O tamanho dos novos destroços variam de 2 a 16 metros de comprimento, disse Snidvongs. As imagens, registradas na segunda-feira (24) pelo satélite Thaichote, levaram dois dias para serem processadas e transmitidas às autoridades da Malásia na quarta.

O anúncio foi feito após a Autoridade de Segurança Marítima da Austrália (ASMA) informar que teria de recuar com seus 11 aviões de buscas, programados para retomar as investigações nesta quinta, por causa da chuva forte, ventos e nuvens baixas. Cinco navios continuam na caçada pelo voo malaio.

*Com AP e CNN

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