Desenvolvimento tecnológico contribui para o terrorismo

Por Nahum Sirotsky - correspondente em Israel | - Atualizada às

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Telefones cada vez mais sofisticados tornam incontrolável os grupos radicais: ataca-se e opera-se no local e hora desejados

Com a globalização, o alto desenvolvimento dos meios de comunicação e a velocidade dos transportes aparentemente tudo está sob constante e atenta observação. Como se explica o misterioso desaparecimento do avião da Malásia, que desatou uma busca incessante a quilômetros do ponto em que se fez o último contato com o controle aéreo? Até agora, persiste o mistério. Sem a caixa preta, que registra, automaticamente, todos os instantes do voo, tudo permanece uma especulação.

Não se veem todos os detalhes do que acontece no mundo, apesar de centenas de satélites e demais instrumentos de observação.

Veja imagens sobre o voo da Malásia:

Parente de passageiros chineses do voo desaparecido chora em frente de jornalistas em hotel em Sepang, Malásia (19/3). Foto: APParente de passageiros chineses de voo desaparecido da Malásia usa celular para assistir à coletiva sobre o caso em Pequim (17/3). Foto: APOficial das Forças Armadas do Vietnã olha pela janela durante buscas pelo voo desaparecido da Malaysia Airlines (14/3). Foto: APHomem observa telão mostrando diferentes decolagens no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, Malásia (13/3). Foto: ReutersParentes dos passageiros a bordo do voo desaparecido da Malaysia Airlines deixam sala de hotel após reunião com oficiais malaios, em Pequim, China (12/3). Foto: APFotos de passageiros do voo da Malaysia Airlines que desapareceu no sábado são mostradas em coletiva em Chennai, Índia (12/3). Foto: APDiretor geral do departamento de aviação civil da Malásia, Azharuddin Abdul Rahman, explica rota do avião em coletiva de imprensa (10/03). Foto: APMembro da tripulação da Marinha indonésia observa águas na fronteira da Indonésia, Malásia e Tailândia durante buscas por avião (10/3). Foto: APParentes dos chineses a bordo do avião desaparecido da Malaysia Airlines aguardam notícias em sala de um hotel de Pequim, China (10/3). Foto: APMancha de óleo encontrada no fim de semana ao sul do Vietnã provou não ser de avião (9/3). Foto: APEquipes de resgate participam das buscas por vestígios do avião desaparecido com 239 pessoas a bordo (9/3). Foto: APEquipes de resgate participam das buscas por vestígios do avião desaparecido com 239 pessoas a bordo (9/3). Foto: APEquipes de resgate participam das buscas por vestígios do avião desaparecido com 239 pessoas a bordo (9/3). Foto: APEquipes de resgate participam das buscas por vestígios do avião desaparecido com 239 pessoas a bordo (9/3). Foto: APParentes de passageiros do voo da Malaysia Airlines desaparecido aguardam por informação das buscas (9/3). Foto: APParentes de passageiros do voo da Malaysia Airlines desaparecido aguardam por informação das buscas (9/3). Foto: APParentes de passageiros do voo da Malaysia Airlines desaparecido aguardam por informação das buscas (9/3). Foto: APParentes de passageiros do voo da Malaysia Airlines se desesperam à espera de informação das buscas (9/3). Foto: APJornais trazem informações do desaparecimento do avião na Malásia (9/3). Foto: APMovimentação no aeroporto de Pequim no domingo (9/3). Foto: APParente de passageiros do voo da Malaysia Airlines desaparecido aguarda informação das buscas (9/3). Foto: APParentes de passageiros do voo da Malaysia Airlines desaparecido aguardam por informação das buscas (9/3). Foto: APParentes se desesperam com falta de informações sobre voo desaparecido (9/3). Foto: APParentes de passageiros do voo da Malaysia Airlines desaparecido aguardam por informação das buscas (9/3). Foto: APParentes de passageiros do voo da Malaysia Airlines desaparecido aguardam por informação das buscas (9/3). Foto: APParentes de passageiros do voo da Malaysia Airlines desaparecido aguardam por informação das buscas (9/3). Foto: APFamiliares de passageiros se desesperam com o sumiço do voo da Malaysia Airlines (8/3). Foto: ReutersFamiliares de passageiro no aeroporto de Pequim, na China (8/3). Foto: ReutersFicha do avião de passageiros da Malásia que desapareceu com 239 pessoas a bordo (8/3). Foto: DivulgaçãoAvião como o desaparecido na Ásia (8/3). Foto: APO primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, chega ao centro de recepção para a família e amigos dos passageiros a bordo da aeronave (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APMapa mostra a última posição informada do voo MH370 (8/3). Foto: APO ministro dos Transportes da Malásia, Hishammuddin Hussein, à direita, fala durante coletiva (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam por informações do vôo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim. Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APParentes de passageiros buscam informações do voo MH370 da Malaysia Airlines que voava para Pequim (8/3). Foto: APNotificação no Aeroporto Internacional de Pequim avisando de atraso do voo MH370, da Malaysia Airlines (8/3). Foto: APExecutivo da Malaysia Airlines dá informações sobre as buscas para os jornalistas (8/3). Foto: APPlaca de pouso no Aeroporto Internacional de Pequim, na China, aponta atraso na chegada de avião de passageiros de companhia da Malásia (8/3). Foto: AP

O fato de ser possível carregar telefones que literalmente substituem a necessidade de enciclopédias e dicionários corresponde a um mundo no bolso de cada um. Isso só tornou mais grave e incontrolável a arma que indivíduos de grupos radicais utilizam, o terrorismo. Ataca-se e opera-se no local e na hora desejados.

País algum, até agora, interferiu para suspender a guerra civil que abala a Síria, com mais de 100 mil mortos e milhões de refugiados. A matança continua apenas com a reação da imprensa internacional.

O Hezbollah - chamado partido de Deus, dos xiitas que dominam o sul do Líbano - depois de unir forças com o presidente Bashar Al-Assad, espalhou-se ao longo das fronteiras com Israel no combate aos rebeldes sírios. Esse grupo tem o compromisso ideológico de arrasar o Estado Judeu exatamente como a liderança do Irã. É muito provável que esse quadro não tenha um final pacífico.

Ehud Barak, ex-premiê de Israel, ex-ministro de Defesa e ex-chefe do Estado Maior, prevê que “dentro de cinco anos, forças terroristas, como o Hezbollah, terão mísseis de alta precisão, podendo escolher quais edifícios israelenses abaterão. Em relação ao Irã, existem militantes hostis trabalhando em laboratórios e preparando armas de destruição em massa. Não podem deixar isso acontecer”.

O caso da Ucrânia com a Rússia ainda não se resolveu definitivamente. Será que, nem mesmo as grandes potências restantes têm estômago para o uso da força?

Foi pela velha diplomacia que israelenses e turcos acabaram se entendendo. Com Israel pagando indenização às vítimas da invasão de navio que transportava apoio moral a Gaza, cruzando as fronteiras marítimas de Israel. Não se conhece ainda o valor pago, mas voltarão à amizade. Em outros tempos, a solução teria sido violenta.

No fim da Segunda Guerra Mundial, Wendel Wilki, candidato republicano à presidência americana, escreveu livro dizendo que haveria um mundo só, todos em entendimento, uns com os outros. Não é preciso dizer o que aconteceu.

*Colaboração de Nelson Burd

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