Prefeito venezuelano da oposição é sentenciado a um ano por protestos

Por Reuters |

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Além da autoridade de San Cristóbal, Suprema Corte também condena o prefeito opositor de San Diego a 10 meses de prisão

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O principal tribunal da Venezuela sentenciou o prefeito da cidade de San Cristóbal a um ano de prisão por não impedir manifestações antigoverno, aprofundando a repressão a líderes opositores associados com os quase dois meses de protestos.

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A decisão da Suprema Corte, divulgada no final de terça-feira, determinou que Daniel Ceballos desobedeceu uma ordem anterior do tribunal para que seu governo retirasse barricadas montadas por manifestantes que exigiam a renúncia do presidente Nicolás Maduro.

Desde o início de fevereiro, os manifestantes vêm usando destroços e incendiando lixos rotineiramente para bloquear as ruas de San Cristóbal, cidade na região dos Andes, perto da Colômbia.

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Os protestos começaram ali no início do ano, com manifestações esporádicas de estudantes, e a cidade continua sendo a mais afetada pelos tumultos. Ceballos, que criticou a violência, mas apoiou abertamente os protestos, também perdeu o cargo.

Líderes opositores dizem que as ações recentes são prova de que o país está descambando para uma ditadura que silencia a discórdia e prende arbitrariamente autoridades eleitas.

Veja imagens dos protestos na Venezuela:

Polícia nacional da Venezuela dispara gás lacrimogêneo enquanto manifestante antigoverno se ajoelha segurando pedra durante confrontos em Caracas (6/4). Foto: ReutersManifestantes mostram cartazes com fotos de ativistas mortos durante protestos antigoverno na Plaza Altamira em Caracas, Venezuela (20/3). Foto: APPartidários do líder da oposição Leopoldo López se reúnem para protesto que pede a libertação do político após um mês de sua prisão, na Venezuela (18/03). Foto: APGuardas das forças bolivarianas patrulham a Plaza Altamira após tomarem o controle do local em Caracas, Venezuela (17/3). Foto: APEstudante da Universidade Central da Venezuela grita contra governo de Nicolás Maduro durante protesto em Caracas (12/3). Foto: APManifestante antigoverno corre em meio ao gás lacrimogêneo lançado pela polícia durante protesto em Caracas, Venezuela (12/3). Foto: ReutersManifestante joga lata de gás lacrimogêneo em direção à polícia durante protesto antigoverno em Caracas, Venezuela (11/3). Foto: APGuardas prendem manifestante durante conflitos entre ativistas e motociclistas em Los Ruices, Venezuela (10/3). Foto: APPolícia impede passagem de manifestantes que protestavam contra escassez de alimentos (8/3). Foto: APManifestantes se preparam para jogar coquetéis molotov durante confrontos em Caracas, Venezuela (6/3). Foto: APOficiais da Guarda Nacional Bolivariana se protegem de fogos de artifício lançados contra eles por manifestantes em Caracas, Venezuela (março/2014). Foto: APManifestantes seguram cartazes com imagens de venezuelanos que foram mortos nas duas últimas semanas durante marcha em Caracas (28/2). Foto: APManifestantes rolam cano de água na tentativa de bloquear uma rodovia importante em Caracas, Venezuela (27/02). Foto: APOficiais da Guarda Nacional Bolivariana avançam em direção a protestos antigoverno em Valencia, Venezuela (26/2). Foto: APManifestante segura placa em frente de cordão da Guarda Nacional Bolivariana durante protesto perto da Embaixada de Cuba em Caracas, Venezuela (25/2). Foto: APObjetos colocados por manifestantes da oposição bloqueiam estrada no bairro de Altamira, em Caracas, Venezuela (20/2). Foto: APOpositor caminha perto de acusação feita a presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em rua no bairro de Altamira, Caracas (21/2). Foto: ReutersManifestante envolto com a bandeira da Venezuela coloca mais objetos em barricada em chamas no bairro de Altamira, em Caracas, Venezuela (20/2). Foto: APPartidários do governo venezuelano marcham no centro de Caracas (20/2). Foto: APManifestante levanta os braços em direção à polícia que lança gás lacrimogêneo em bairro de Caracas, Venezuela (19/2). Foto: APMiss Génesis Carmona é levada de moto a hospital. Ela morreu após ter sido atingida por disparo na cabeça em 18/2. Foto: Reprodução/TwitterManifestante usa máscara caseira para se proteger de gás durante protestos em avenida de Caracas, Venezuela (18/02). Foto: APEstudantes gritam slogans contra o presidente Nicolás Maduro durante marcha em Caracas, Venezuela (18/2). Foto: APLeopoldo López, líder da oposição da Venezuela, é preso vestido de branco e segurando flor em Caracas, Venezuela (18/2). Foto: APManifestante cobre a boca com pano durante protesto contra a censura do governo venezuelano em Caracas (17/2). Foto: APManifestante atira pedras na Força Nacional Bolivariana durante protesto na Venezuela (15/2). Foto: APManifestantes fecham a principal via da Venezuela (15/2). Foto: ReutersManifestantes na Venezuela são dipersados com canhões de água e gás lacrimogêneo (15/2). Foto: Carlos Garcia Rawlins/ReutersUniversitária segura cartaz em que se lê 'E quem tem as armas?' enquanto se manifesta contra o presidente Nicolás Maduro em Caracas, Venezuela (13/2). Foto: APEstudantes choram durante vigília em Caracas por dois jovens mortos em confrontos violentos na Venezuela (13/2). Foto: APEstudantes comparecem à vigília em Caracas por dois jovens mortos em confrontos violentos na Venezuela (13/2). Foto: APJovem segura livro marcado em espanhol com a frase 'Esta é a minha arma' durante protesto contra repressão de estudantes em Caracas, Venezuela (13/2). Foto: APEstudante segura cartaz em que se lê 'Paz e liberdade' durante manifestação em Caracas, Venezuela (13/2)
. Foto: APEstudantes gritam slogans contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante protesto em Caracas (13/2)
. Foto: AP

Os partidários de Maduro afirmam que as medidas pretendem restaurar a ordem pública diante das manifestações, que deixaram dezenas de mortos e limitaram a circulação como parte dos esforços para desestabilizar o governo.

Fevereiro: Líder da oposição Leopoldo López enfrenta acusações na Venezuela

A Suprema Corte também sentenciou o prefeito opositor da cidade de San Diego a dez meses de prisão, privando-o do cargo. Em fevereiro, as autoridades prenderam o líder de oposição Leopoldo López, que ajudou a transformar os protestos em um movimento nacional.

Nesta semana o Congresso cassou a deputada Maria Corina Machado sob acusações de que ela teria violado a Constituição ao tentar falar na Organização dos Estados Americanos com o apoio do governo do Panamá.

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