EUA e UE vão definir em conjunto possíveis sanções mais duras contra Rússia

Por Reuters |

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Setor de energia seria alvo de novas punições ocidentais por ações russas na Ucrânia, que perdeu a Crimeia para Moscou

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Os EUA e a União Europeia (UE) concordaram nesta quarta-feira em trabalhar juntos para preparar possíveis sanções econômicas mais duras em resposta às ações da Rússia na Ucrânia, incluindo contra o setor de energia, e também para tornar a Europa menos dependente do gás russo.

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AP
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O presidente dos EUA, Barack Obama, disse após uma reunião com altos funcionários da UE que o presidente russo, Vladimir Putin, havia calculado mal se achava que poderia dividir o Ocidente ou contar com a sua indiferença em relação à anexação da Crimeia.

Líderes do G7, grupo que reúne as principais potências industrializadas, decidiram nesta semana adiar sanções contra a economia russa, a menos que Putin tome novas medidas para desestabilizar a Ucrânia ou outras ex-repúblicas soviéticas.

"Se a Rússia continuar em seu curso atual, no entanto, o seu isolamento vai se aprofundar, as sanções vão aumentar e haverá mais consequências para a economia russa", disse Obama em coletiva conjunta com o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso.

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Em discurso durante viagem à Europa, Obama disse mais tarde a um público de 2 mil jovens que o Ocidente vai prevalecer se permanecer unido, não pela ação militar, mas pelo poder de seus valores para atrair os ucranianos.

A Rússia não seria "desalojada da Crimeia, ou dissuadida de prosseguir em sua escalada com o uso da força militar. Mas com o tempo, desde que permaneçamos unidos, o povo russo vai reconhecer que não pode alcançar a segurança, a prosperidade e o status que procura por meio da força bruta", disse.

Veja imagens da presença militar russa na Ucrânia:

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

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No discurso em uma sala de concertos de Bruxelas, no qual parecia estar refutando ponto a ponto o discurso de Putin no Kremlin, em 18 de março, no qual anunciou a anexação da Crimeia, Obama expressou respeito por uma Rússia forte, mas disse que "isso não significa que a Rússia possa passar por cima dos vizinhos".

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Ele também disse que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) vai intensificar sua presença em seus novos Estados membros do Leste Europeu, com fronteira com a Rússia e a Ucrânia, para confirmar que a garantia de defesa mútua da aliança vá protegê-los.

As forças russas na Crimeia se apoderaram do último navio da Marinha ucraniana depois de dispararem tiros de advertência e granadas de efeito moral, completando a ocupação russa das instalações militares na península do Mar Negro. O governo ucraniano ordenou a retirada de suas forças.

Segunda: Ucrânia ordena a retirada de suas tropas da Crimeia

A preocupação ocidental tem se voltado para as tropas russas concentradas na fronteira oriental da Ucrânia em meio a alegações do Kremlin de ataques à população de língua russa na região industrial do país.

Mas o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, afirmou considerar provável que a resposta ocidental até agora impediria a Rússia de realizar o que chamou de "outros atos de agressão e ingerência no território da Ucrânia".

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As novas autoridades ucranianas anunciaram um aumento radical no preço do gás nacional a partir de 1º de maio, de 50%, cumprindo assim uma condição impopular para receber ajuda do Fundo Monetário Internacional, que o presidente ucraniano, Viktor Yanukovych - apoiado pela Rússia -, havia recusado antes de ser deposto no mês passado.

O FMI deve anunciar já na quinta-feira um pacote de socorro para a Ucrânia no valor aproximado de US$ 15 bilhões, segundo o jornal The Financial Times. O governo ucraniano está buscando ajuda do FMI para estabilizar a sua arruinada economia. A Rússia disse que vai aumentar o preço do gás que vende à Ucrânia a partir de abril.

Gás dos EUA

Em resposta aos apelos da UE para a expansão das exportações de gás norte-americano para a Europa, para reduzir a dependência europeia do fornecimento russo, Obama disse que um novo acordo comercial transatlântico em negociação tornaria mais fácil autorizar essas vendas.

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No entanto, ele afirmou que a Europa deve procurar também explorar os próprios recursos energéticos - uma referência velada à resistência ambiental para a extração de gás de xisto e uso de energia nuclear -, em vez de apenas contar com o EUA.

A Rússia fornece cerca de um terço do petróleo e do gás da UE e cerca de 40% do gás é exportado através da Ucrânia.

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