A Autoridade da Segurança Marítima da Austrália afirma que as peças foram vistas a 2.500 km a sudoeste de Perth, no Índico

Autoridades australianas disseram nesta quarta-feira (26) que mais três objetos foram vistos durante as buscas por um avião da Malásia desaparecido no sul do Oceano Índico.

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Barco inflável é lançado durante as buscas por destroços do avião desaparecido da Malaysia Airlines, no sul do Índico (23/03)
AP
Barco inflável é lançado durante as buscas por destroços do avião desaparecido da Malaysia Airlines, no sul do Índico (23/03)


Premiê da Malásia: Avião caiu no sul do Índico e não há sobreviventes

Uma aeronave civil, uma das 12 que vasculham a área a cerca de 2.500 quilômetros a sudoeste de Perth, viu dois objetos enquanto um avião P-3 Orion da Força Aérea da Nova Zelândia avistou um objeto azul, disse a Autoridade de Segurança Marítima da Austrália (Asma) no Twitter.

Nenhum deles foi novamente avistado em novas passagens pela região e nenhum deles tinha, aparentemente, as características de pertencer ao voo MH370 da Malaysia Airlines, disse a Asma.

Mais cedo, o primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott, afirmou que as autoridades australianas estão "colocando tudo o que têm" nos esforços para encontrar o voo MH370 da Malaysia Airlines, que está desaparecido há duas semanas.

Segunda: Austrália avista 'novos objetos' que podem ser do voo desaparecido no Índico

"Nós devemos isso às famílias. Nós devemos ao mundo que está ansioso e precisamos fazer de tudo para finalmente localizar alguns destroços e fazer tudo que pudermos para resolver este enigma", disse Abbott.

Ele também afirmou que a Austrália está disposta a ajudar as famílias dos passageiros desaparecidos de todas as formas possíveis. O Parlamento australiano observou um minuto de silêncio em homenagem às vítimas.

Doze aviões australianos estão participando das missões de busca no sul do Oceano Índico nesta quarta-feira, onde a aeronave caiu. O clima melhorou na região, que fica a 2,5 mil quilômetros ao sudoeste da cidade de Perth, na Austrália. Na terça-feira, o mau tempo havia impedido o trabalho das equipes.

China

A China enviou uma autoridade especial à Malásia, segundo a agência de notícias chinesas Xinhua. O político Zhang Yesui encontrou-se com o premiê da Malásia, Najib Razak, para discutir as operações de busca. O país está participando das missões com quatro navios e um avião militar. A maior parte – 153 – dos 239 passageiros a bordo do MH370 era chinesa.

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Entre os familiares dos passageiros, ainda existe muita desconfiança. Muitos se recusam a acreditar que todos morreram enquanto não forem encontrados os destroços. Em Pequim, houve choque entre familiares e a polícia na terça-feira em frente à Embaixada da Malásia em Pequim. Eles ficaram revoltados com a declaração do premiê malaio confirmando que o avião caiu no sul do Oceano Índico.

O governo chinês pediu que a Malásia envie os dados que foram usados para basear a declaração de que o avião caiu no Oceano Índico.

Buscas

As buscas estão centradas em uma região do oceano onde foram avistados dois objetos – que ainda não conseguiram ser identificados. As equipes estão concentrando seus esforços durante as próximas 36 horas, já que a previsão é que o clima vai piorar. Especialistas dizem que mesmo que alguns destroços sejam recuperados, o avião ainda pode levar meses ou anos até ser descoberto.

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Outro desafio é que o leito do mar desta porção do Oceano Índico ainda é pouco conhecido, pois nunca houve um mapeamento detalhado. A área das buscas foi restrita de 7,6 milhões de quilômetros quadrados para 1,6 milhões de quilômetros quadrados. As operações em uma possível rota pelo norte foram encerradas

A Malásia disse que novas imagens de satélite revelaram mais de 100 objetos na área de busca que podem ser destroços da aeronave.

O voo MH370 desapareceu no dia 8 de março. Ele viajava da capital malaia Kuala Lumpur a Pequim com 239 pessoas a bordo.

*Com BBC e Reuters

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