Militante de extrema direita é morto pela polícia na Ucrânia

Por Reuters |

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Muzychko pertencia ao movimento radical nacionalista Setor Direito, que contribuiu com a queda do presidente Yanukovych

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Oleksander Muzychko, ativista do Setor Direito mais conhecido como Sanshko Bily, fala em Rivne em 21/2. Muzychko foi morto em uma operação militar

Um influente ativista ucraniano de extrema direita, participante do movimento ultranacionalista que contribuiu com a queda do presidente Viktor Yanukovych, foi morto a tiros pela polícia durante a noite, disseram autoridades nesta terça-feira.

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Segundo o Ministério do Interior, Oleksander Muzychko, também conhecido como Sanshko Bily, foi morto por agentes da unidade especial Sokol quando tentava fugir de um bar na região de Rivne, no oeste da Ucrânia.

"No momento da prisão, diante dos gritos de ‘Pare! Polícia!', Muzychko fugiu, pulando por uma janela, e abriu fogo", disse o vice-ministro do Interior Volodymyr Yevdokimov em Kiev. Segundo ele, os policiais reagiram atirando e mataram o militante.

Muzychko pertencia ao grupo radical Setor Direito, do qual era coordenador no oeste do país -reduto nacionalista na fronteira com a União Europeia (UE). A polícia disse que ele era procurado por "vandalismo" e por agredir um promotor.

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A Rússia - que citou grupos como o Setor Direito como justificativa para anexar a Crimeia, protegendo a população russa da península contra "fascistas" ucranianos - disse neste mês que Muzychko era investigado pela suspeita de ter lutado ao lado de rebeldes muçulmanos na região russa da Chechênia, na década de 1990.

Contradizendo o relato das autoridades, o parlamentar independente Oleksander Doniy disse no Facebook que Muzychko foi morto a sangue-frio. O ativista já havia dito que temia ser morto pela polícia.

Veja imagens da presença militar russa na Crimeia:

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. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

"Dois veículos fecharam o carro dele. Ele foi arrastado para fora e colocado em um deles. Foi então jogado no chão, com as mãos algemadas às costas, e dois disparos foram ouvidos", escreveu Doniy, sem explicar como obteve essa informação.

O líder do Setor Direito, Dmytro Yarosh, diz que pretende se candidatar a presidente na eleição de 25 de maio, mas não está entre os favoritos.

A Ucrânia mergulhou numa grave crise em novembro, quando Yanukovych desistiu de assinar um acordo de associação com a UE, o que motivou enormes protestos populares. O Setor Direito levou as manifestações a um novo nível em janeiro, quando passou a atacar veículos policiais e a se envolver em confrontos com as autoridades.

Em fevereiro, após dois dias de batalhas campais entre manifestantes e policiais, com um total de mais de 80 mortos, Yanukovych foi destituído pelo Parlamento e fugiu para a Rússia.

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