Premiê da Malásia anunciou que aeronave caiu no Índico e não há sobreviventes. Novo pronunciamento será feito na terça (25)

Parentes gritaram e choraram copiosamente. Homens e mulheres em estado de choque foram amparados por seus entes queridos. A dor veio à tona após 17 dias de espera pela primeira informação definitiva sobre o destino do voo MH370 da Malaysia Airlines: o avião caiu no Índico, relatou o premiê da Malásia, Najib Razak, nesta segunda-feira (24).

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Um time de médicos chegou ao hotel Lido, na capital chinesa, com diversas macas após o anúncio das informações. Um idoso foi levado para fora da sala em uma delas. Minutos depois, uma mulher de meia-idade foi retirada em outra maca, com o rosto pálido e seus olhos inexpressivos em branco, aparentemente olhando para o longe. 

"Meu filho! Meu filho!", gritou outra mulher antes de cair de joelhos. A maioria dos familiares se recusou a falar com os jornalistase alguns até atacaram repórteres, pedindo para não serem filmados. Os guardas da segurança tiveram que conter um homem após chutar um cinegrafista enquanto gritava: "Não filme. Vou te bater até a morte!".

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Wang Zhen, que tinha a mãe, Wang Linshi, e o pai, Xiong Yunming, a bordo do voo após se apresentarem em turnê artística na Malásia, ouviu o anúncio pela televisão. Ele disse que alguns dos parentes havia recebido uma mensagem de texto em Inglês informando sobre o voo desaparecido, posteriormente anunciado por Razak.

Nan Jinyan perdeu o cunhado Yan Ling a bordo e disse que já estava preparada para o pior quando ouviu falar sobre o novo pronunciamento do premiê malaio. "É um duro golpe para nós. É indescritível", afirmou ela.

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De acordo com Najib, uma análise de dados de satélite concluiu que o voo, desaparecido desde o último dia 8 de março com 239 pessoas a bordo quando seguia de Kuala Lumpur, Malásia, para Pequim, China, havia terminado no mar, longe de qualquer local de pouso.

*Com AP

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