Tribunal no Egito condena 529 membros da Irmandade à morte

Por BBC Brasil | - Atualizada às

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Sentença foi anunciada após duas sessões do julgamento; 1,2 mil 'simpatizantes' do ex-presidente Morsi estão sendo julgados

BBC

Um tribunal no Egito condenou, nesta segunda-feira (24), 529 correligionários do ex-presidente Mohammed Morsi à pena de morte.

2013: Exército do Egito depõe islamita Morsi e anuncia suspensão da Constituição

AP
Imagem de vídeo publicada no site do jornal el-Watan mostra o presidente Mohammed Morsi durante sua detenção (arquivo)


Presidente deposto: Egito marca julgamento de Morsi para novembro

Morsi, do movimento islâmico Irmandade Muçulmana, foi o primeiro presidente eleito pelo voto livre e direto da história do Egito, após décadas de regime militar, mas acabou deposto em julho do ano passado.

As penas aos 529 condenados são por crimes variados - desde o assassinato de um policial a ataques a forças de segurança. Os condenados fazem parte de um grupo de 1,2 mil pessoas que está sendo julgado. Todos são simpatizantes de Morsi e da Irmandade Muçulmana - agremiação que voltou a ser banida no Egito.

Os réus faziam parte de um grupo de manifestantes envolvidos em confrontos com a polícia no sul do país - eles protestavam contra o desmantelamento de dois acampamentos de correligionários de Morsi que tinham sido desmantelados pela polícia no Cairo. Os manifestantes no Cairo pediam o retorno de Morsi ao poder.

O tribunal da cidade de Minya, que fica ao sul da capital Cairo, apresentou a sentença após apenas duas sessões. Os advogados de defesa reclamaram que não tiveram oportunidade de apresentar seu caso, segundo a agência de notícias AP. Desde julho do ano passado, as autoridades egípcias têm sido incisivas no combate aos correligionários de Morsi. Milhares de pessoas foram presas, e centenas foram mortas.

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