Medida é tomada enquanto Ocidente tenta punir a Rússia pela anexação da Península da Crimeia e evitar escalada da crise

Buscando isolar a Rússia, os EUA e seus aliados ocidentais declararam nesta segunda-feira que estão cortando Moscou indefinidamente de uma grande coalizão internacional e alertaram que estão prontos para impor penas econômicas mais duras se o presidente russo, Vladimir Putin, avançar sobre a Ucrânia.

Hoje: Obama se reúne com G7 na Holanda para discutir a crise ucraniana

Presidente dos EUA, Barack Obama (C), reúne-se com os líderes do G7 em Haia, Holanda
AP
Presidente dos EUA, Barack Obama (C), reúne-se com os líderes do G7 em Haia, Holanda

Apesar de sanções do Ocidente: Presidente da Rússia completa anexação da Crimeia

As medidas foram tomadas em meio a uma disputa diplomática enquanto o Ocidente tenta encontrar formas de punir a Rússia por sua anexação da Península da Crimeia e de evitar uma escalada da crise.

O presidente dos EUA, Barack Obama, e os líderes do Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Canadá e Japão se reuniram na Holanda para um encontro de emergência do G7 . Em um comunicado conjunto depois de sua reunião de 90 minutos, os líderes disseram que suspendiam sua participação com a Rússia no G8 (que reúne os países mais industrializados do mundo) até que Moscou "mude sua atitude".

Em vez disso, os líderes do G7 planejam se reunir em Bruxelas, simbolicamente se encontrando no quartel-general da União Europeia (UE) e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), duas organizações ocidentais que buscam impulsionar seus laços com a Ucrânia.

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"Hoje, reafirmamos que as ações da Rússia terão consequências significativas", disseram os líderes no comunicado. "A clara violação da lei internacional é um sério desafio ao Estado de direito em todo o mundo e deveria ser uma preocupação para todas as nações."

Veja imagens da presença da Rússia na Ucrânia:

Em um acontecimento inesperado, o chanceler russo, Serguei Lavrov, reuniu-se separadamente em Haia com o seu homólogo ucraniano, o contato de mais alto nível entre as duas nações desde que a Rússia enviou suas forças à Crimeia há quase um mês. Funcionários americanos disseram ver o encontro com bons olhos, mas desafiaram a Rússia a tomar passos adicionais para coibir a escalada do conflito.

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Lavrov buscou subestimar o significado de o Ocidente retirar a Rússia do G8, descrevendo a parceria econômica como um clube informal que foi substituído por outros fóruns internacionais.

"Se nossos parceiros ocidentais acreditam que tal formato não é mais necessário, que assim seja", disse Lavrov. "Não estamos agarrados a esse formato e não vemos um grande problema se esses encontros não acontecerem por um ano, um ano e meio."

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As ações da Rússia desataram uma das mais profundas crises políticas da Europa em décadas e atraíram comparações com as tensões da era da Guerra Fria entre o Oriente e o Ocidente. Obama e os líderes do Ocidente condenaram os movimentos da Rússia e ordenaram sanções econômicas contra autoridades próximas de Putin, apesar de algumas punições terem feito pouco para mudar os cálculos do presidente russo.

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Horas antes de os líderes começarem o encontro em Haia, as forças russas invadiram uma base da Ucrânia na Crimeia, a terceira medida desse tipo nos últimos dias. O incipiente governo ucraniano respondeu ordenando que suas tropas se retirassem da península estrategicamente importante.

*Com AP

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