Grupo mata 20 seguranças em posto de controle no Iêmen

Por Reuters |

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Posto pode ter sido atacado por grupo ligado a Al-Qaeda, diz autoridades. Ministro do Interior exige investigação imediata

Reuters

Supostos militantes mataram 20 integrantes das forças de segurança do Iêmen em ataque a um posto de controle nesta segunda-feira (24), de acordo com a agência de notícias estatal Saba, em um ataque que autoridades disseram trazer os sinais das operações do grupo local da Al-Qaeda.

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AP
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O Iêmen é marcado por conflitos internos e pela pobreza e o ataque desta segunda destacou a falta de estabilidade no país, aliado das nações ocidentais, e que faz fronteira com a Arábia Saudita, principal exportadora de petróleo, e fica próximo às principais rotas de navegação.

O ministro do Interior suspendeu autoridades da segurança do Iêmen na província oriental de Hadramout onde ocorreu o ataque e ordenou uma investigação imediata, segundo a Saba.

Uma autoridade local disse que as tropas, que pertenciam a uma unidade paramilitar do Ministério do Interior, estavam dormindo quando os militantes atacaram o posto de controle, localizado a cerca de 120 quilômetros a leste da capital da província, al-Mukalla.

"Um ataque terrorista, envolvendo quatro veículos armados, surpreendeu um posto de controle... resultando em 20 membros das forças especiais de segurança transformados em mártires", disse a Saba, citando informações de um fonte de segurança.

Não houve reivindicação imediata de responsabilidade pelo ataque, no qual a Saba disse que uma pessoa também ficou ferida. Uma fonte de segurança na capital Sanaa informou que dois membros das forças de segurança haviam sido capturados e levados pelos militantes.

Al Qaeda

Autoridades iemenitas disseram que o ataque parece ser o trabalho da Al Qaeda na Península Arábica (AQAP, na sigla em inglês), um dos mais ativos ramos da rede militante global. O último grande ataque da AQAP teve como alvo a prisão central em Sanaa em 14 de fevereiro, quando homens armados mataram 11 pessoas, incluindo sete guardas de segurança.

O Iêmen, em turbulência desde que os protestos em massa forçaram a saída do presidente Ali Abdullah Saleh em 2012 depois de mais de três décadas no poder, está enfrentando também separatistas do sul e rebeldes do norte. O Exército iemenita, com o apoio dos Estados Unidos, retirou militantes da AQAP e seus aliados de alguns dos seus redutos do sul em 2012, mas os insurgentes se reagruparam e montaram ataques a funcionários e instalações do governo. A AQAP também planejou ataques contra companhias aéreas internacionais do Iêmen.

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