Adriana Urquiola foi alvejada ao descer de um ônibus ao sul de Caracas. Ela tinha 28 anos e estava no quinto mês de gravidez

Adriana Urquiola tinha 28 anos e estava grávida de cinco meses. Ela foi morta a tiros durante protesto ao sul de Caracas, Venezuela
Reprodução/Facebook
Adriana Urquiola tinha 28 anos e estava grávida de cinco meses. Ela foi morta a tiros durante protesto ao sul de Caracas, Venezuela

Uma grávida foi morta com um disparo na cabeça em meio à onda de protestos em uma municipalidade ao sul de Caracas, capital venezuelana, no domingo (23). Nesta segunda-feira, um membro da Guarda Nacional foi morto nos episódios de violência vinculados aos atuais protestos que atingem o país.

Hoje: Opositora tem mandato cassado no Congresso e perde imunidade judicial

Adriana Urquiola, de 28 anos, morreu enquanto saía de um ônibus que estava preso no trânsito por causa de uma barricada. Ela estava grávida de cinco meses.

O líder da oposição venezuelana e governador do Estado de Miranda, Henrique Capriles, disse que Adriana foi baleada duas vezes, "uma delas na cabeça".

Perfil: Estudantes nas ruas apoiam a direita na Venezuela

Segundo ele, uma mulher que acompanhava Adriana, Rosalba Pérez Ibáñez, foi ferida no braço durante o tiroteio e que nenhuma delas participava dos protestos.

As autoridades ainda estão investigando o que levou o atirador a atingir a vítima. Opositores de Maduro estão chamando Adriana de a mais recente vítima das manifestações.

Adriana era intérprete de língua de sinais e trabalhava na emissora de TV Venevisión. Em comunicado por meio de seu site, a emissora informou nesta segunda que, "perto das 19h deste domingo, um homem armado abriu fogo contra manifestantes em uma barricada colocada na Rodovia Pan-Americana até a Los Teques Novo Estado de Miranda" e que "o atirador descarregou sua arma em pelo menos oito oportunidades e uma delas feriu Adriana Urquiola".

Veja as fotos das manifestações na Venezuela:

Dia 5: Aniversário de morte de Chávez na Venezuela é marcado por pompa e protestos

Segundo o site da emissora, "O homem que disparou teria fugido em um modelo de picape preta Toyota Quatro Runner e está sendo procurado pelos órgãos de segurança", acrescentou. "A família de Noticiero Venevisión lamenta a perda de nossa colega Adriana Urquiola e estende as palavras mais sinceras de condolências a toda a sua família", declarou a rede de TV.

O sargento Miguel Antonio Parra, da Guarda Nacional, morreu nesta segunda-feira durante uma manifestação de rua em Mérida, disse o prefeito da cidade que fica no sudoeste do país, Carlos Garcia. O político opositor afirmou que Parra foi atingido quando ele e outros dois guardas tentavam limpar bloqueios de rua e foram confrontados por manifestantes.

Os protestos começaram em fevereiro, menos de um ano depois de Maduro suceder a Hugo Chávez. A onda de violência no país deixou mais de 30 mortos.

*Com AP e La Nación

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.