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Informações têm como base análise feita por britânicos. Uma nova coletiva de imprensa será realizada nesta terça-feira (25)

O voo MH370 da Malaysia Airlines caiu no Oceano Índico a oeste da cidade australiana de Perth, de acordo com informações do primeiro-ministro malaio, Najib Razak, divulgadas nesta segunda-feira (24) após nova análise de dados de satélite feita por investigadores britânicos.

Hoje: Austrália avista 'novos objetos' que podem ser do voo desaparecido no Índico

Primeiro-ministro malaio, Najib Razak, à esq., e o ministro dos Transportes Hishammuddin Hussein durante coletiva de imprensa sobre o avião desaparecido, na Malásia
AP
Primeiro-ministro malaio, Najib Razak, à esq., e o ministro dos Transportes Hishammuddin Hussein durante coletiva de imprensa sobre o avião desaparecido, na Malásia


Investigação: Área de buscas é uma das mais isoladas do planeta

"Com base em sua análise, a Inmarsat e o Braço de Investigação de Acidentes Aéreos do Reino Unido (AAIB, na sigla em inglês) concluíram que o MH370 voou ao longo do corredor sul e que sua última posição foi no meio do Oceano Índico, a oeste de Perth", afirmou. "Essa é uma localização remota, longe de qualquer possível pista de pouso. Portanto, é com profunda tristeza e lamento que devo informar que o voo MH370 acabou no sul do Oceano Índico", disse o premiê, acrescentando que na terça-feira (25) será realizada uma nova coletiva para transmitir mais detalhes.

Com o anúncio, fica descartada qualquer possibilidade de que haja sobreviventes na aeronave, que desapareceu em 8 de março com 239 pessoas a bordo .

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Selamat Omar, pai de um engenheiro de aviação de 29 anos que estava no voo, disse que alguns parentes de outros passageiros começaram a chorar com a informação. "Nós aceitamos a notícia da tragédia. Esse é o destino", Selamat disse à Associated Press em Kuala Lumpur, Malásia.

Segundo Selamat, a companhia aérea não disse se as famílias serão levadas para a Austrália, que está coordenando as buscas pelo avião, e que mais detalhes devem ser divulgados na terça (25).

Veja as fotos sobre o desaparecimento do avião da Malásia:

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Vestido com um terno preto, Najib disse que Malaysia Airlines já informou as famílias dos passageiros. As declarações do premiê foram feitas no mesmo dia em que autoridades australianas anunciaram ter descoberto dois objetos no Oceano Índico Sul que poderiam estar relacionados ao voo que desapareceu dos radares logo após sua decolagem de Kuala Lumpur, Malásia, para Pequim, China.

Objetos no mar

Segundo a Autoridade Marítima de Segurança Australiana (AMSA), foram encontrados nesta segunda dois objetos que podem ser do avião desaparecido no mar: um de cor cinza e outro de cor laranja. Esses destroços não estão relacionados a o bjetos avistados anteriormente por um satélite chinês .

Ambas as descobertas estão dentro da área de quase 70 mil quilômetros quadrados no chamado corredor sul, que se estende pelo Oceano índico a partir do território malaio. 

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Criança aguarda na sala reservada para parentes dos passageiros chineses a bordo do avião desaparecido da Malaysia Airlines em Pequim, China
AP
Criança aguarda na sala reservada para parentes dos passageiros chineses a bordo do avião desaparecido da Malaysia Airlines em Pequim, China


Hipótese: Suicídio do piloto é uma das possibilidades para sumiço de avião malaio

De acordo com a agência de notícias chinesa Xinhua, investigadores a bordo do avião IL-76 disseram ter avistado dois objetos "relativamente grandes" e vários outros "de cor branca espalhados em um raio de vários quilômetros" no Oceano Índico.

Vídeo: Repórter acompanha voo em busca do avião desaparecido

Ao todo, dez aviões estão envolvidos nas buscas no chamado "corredor sul" nesta segunda-feira por possíveis destroços do voo MH370.

Dois aviões chineses participaram das buscas nas últimas horas a cerca de 2,5 mil quilômetros a sudoeste da cidade australiana de Perth. Dois aviões japoneses P-3 Orion devem se unir à missão mais tarde. Aviões americanos e australianos também fazem parte do grupo internacional de busca aérea e pelo mar no Índico. Um navio da marinha australiana já está na região e vários outros chineses também estão a caminho.

*Com CNN, BBC e AP

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