Arseny Yatseniuk afirma que precisa continuar negociações para programa com Fundo Monetário Internacional

Agência Brasil

O primeiro-ministro ucraniano, Arseny Yatseniuk,, anunciou neste domingo(23) que não vai à cúpula de Haia, que começa amanhã (24), na Holanda. Durante uma reunião do conselho de ministros, Yatseniuk explicou que tem que continuar as negociações para completar o programa com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Mais de 50 líderes mundiais são esperados em Haia para discutir formas de evitar ataques nucleares.

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No domingo (23), o secretário do Conselho de Segurança Nacional e de Defesa da Rússia, Andrii Paroubii, alertou que as tropas russas de Vladimir Putin estão preparadas para atacar a Ucrânia a qualquer momento.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e líderes do G7 - grupo das sete maiores economias mundiais que inclui Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália e Japão -, anunciaram que, independente do encontro em Haia, terão um encontro paralelo para discutir sanções adicionais à Rússia pela anexação da Crimeia.

Países da União Europeia e os Estados Unidos, assim como a Ucrânia, não reconhecem como legítimo o resultado do referendo feito no dia 16, quando 96,6% dos eleitores da Crimeia votaram a favor da reunificação com a Rússia.

No sábado(22), tropas russas tomaram o controle da Base Aérea de Belbek , um dos últimos bastiões da Ucrânia na Crimea, após um ultimato dado aos comandantes da unidade para que entregassem o quartel ou mudassem de lado. Pelo menos seis carros blindados russos participaram do ataque.

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Entre os líderes esperados no encontro de Haia estão os presidentes Barack Obama, François Hollande (França), Xi Jinping (China), Park Geun Hye (Coreia do Sul), o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e os primeiros-ministros Shinzo Abe (Japão) e Stephen Harper (Canadá). A Rússia vai estar representada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov.

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