Novo surto de Ebola mata 59 na Guiné

Por iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

Autoridades confirma que misteriosa febre hemorrágica é Ebola. Há risco que o vírus se espalhe para a vizinha Serra Leoa

Amostras de sangue vítimas de febre hemorrágica viral que matou 59, sendo três crianças, na Guiné confirmaram que se trata do vírus Ebola, afirmam funcionários do governo . Há risco que o vírus se espalhe para a vizinha Serra Leoa.

Um comunicado do Ministério da Saúde disse no sábado que foram notificados 80 casos, incluindo 59 mortes. Os casos da doença foram registrados em três cidades perto de Serra Leoa e Libéria e na capital Conakry desde 9 de fevereiro. O vírus está entre os mais letais conhecidos – a taxa de morte pode variar de 25% aé 90% dos casos. 

A doença altamente contagiosa, que é transmitida entre humanos através do contato com sangue, secreções ou outros fluidos corporais, é mais comumente relatada na República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul.

"Na Guiné, um país com fraca infraestrutura médica, um surto como este pode ser devastador," disse o médico Mohamed Ag Ayoya, representante do Unicef no País.

Surtos de Ebola já foram relatados no Congo e em Uganda, recentemente em 2012. O primeiro caso de um humano que contraiu o vírus ocorreu na África Ocidental, em 1994. Um cientista ficou doente enquanto pesquisava casos de ebola entre chimpanzés, em um parque nacional na Costa do Marfim. O cientista conseguiu se recuperar.

"Podemos ver que grande parte das pessoas que morreram estavam ligadas e estiveram em contato um com os outros", disse Esther Sterk, consultora de doenças tropicais do Médicos sem Fronteiras. "Isso é típico para epidemias de Ebola. Vemos que há uma corrente de transmissão nas famílias".

Autoridades não sabem determinar como o vírus Ebola foi introduzido, embora o mais provável seja que tenha resultado do contato com algum animal infectado, como morcegos e vacas. Também não se sabe ainda qual subtipo do Ebola é o responsável pelo novo surto. A informação daria uma ideia mais apurada sobre a taxa de mortalidade.

(Com informações da Reuteres e AP)

Leia tudo sobre: guinéebolasaúdeáfricaserra leoa

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas