Após relatos de tiros, Yuliy Mamchur, chefe da base, disse que seria levado pelas forças russas para negociações em um local não especificado e que um ucraniano tinha sido ferido

Reuters

Tropas russas forçaram a entrada em uma base aérea ucraniana na Crimeia com veículos blindados, fuzis automáticos e granadas, neste sábado (22), deixando um ucraniano ferido e detendo o comandante da base para negociações.

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Um repórter da Reuters disse que veículos blindados destruíram uma das paredes da base aérea e que ouviu tiros e explosões de granadas.

O coronel Yuliy Mamchur, chefe da base, disse que seria levado pelas forças russas para negociações em um local não especificado e que um ucraniano tinha sido ferido.

Perguntado se achava que iria retornar com segurança das negociações, ele disse: "Vamos esperar para ver. Por agora, estamos concentrando todas as nossas armas no armazenamento da base".


A base era uma das últimas instalações militares na Crimeia ainda sob o controle da Ucrânia, depois que a Rússia tomou e posteriormente anexou a península, que tem uma população étnica russa, em sua maioria, e é o lar de uma das maiores bases navais da Rússia.

Mais cedo, o vice-comandante da base, Oleg Podovalov, disse que as forças russas que cercam a base tinha dado aos ucranianos uma hora para se render.

Depois que os russos entraram, um oficial ucraniano que se identificou apenas como Vladislav disse: "Nós não provocamos isso, esta foi à força bruta. Eu não sei se essa base estará formalmente nas mãos dos russos até o final do dia".

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Mamchur, o comandante, disse às suas tropas que iria informar o alto comando que eles se mantiveram firmes. Os soldados aplaudiram, gritando "Viva a Ucrânia!"

Muitos se levantaram para tirar fotos uns dos outros na frente da bandeira ucraniana.

A tomada russa da Crimeia ocorreu em grande parte sem derramamento de sangue, embora um soldado ucraniano tenha sido morto e dois outros terem ficado feridos em um tiroteio em Simferopol no início desta semana.

O Ministério da Defesa da Ucrânia disse na sexta-feira que as bases da Crimeia ainda estavam formalmente sob o controle da Ucrânia, mas a maioria está agora ocupada pelas tropas russas.


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