Tribunal da Tailândia anula eleições gerais realizadas em fevereiro

Por Reuters | - Atualizada às

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Decisão deixa país sem governo formado e mina ainda mais autoridade de premiê, que enfrenta processo de impeachment

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O Tribunal Constitucional da Tailândia anulou nesta sexta-feira as eleições gerais do mês passado, deixando o país no limbo político sem um governo formado e minando ainda mais a autoridade da primeira-ministra que enfrenta um processo de impeachment por causa do fracasso de um esquema de subsídio ao arroz.

Dia 24: Premiê rejeita renúncia após onda de violência se agravar na Tailândia

AP
Manifestante antigoverno fica de prontidão durante pronunciamento de líder opositor Suthep Thaugsuban em Bangcoc, Tailândia

Enfraquecida por cinco meses de agitação, a primeira-ministra Yingluck Shinawatra deve defender-se diante de uma comissão anticorrupção até 31 de março, e uma decisão sobre seu impeachment poderá vir logo em seguida, com a expectativa de que o Senado avalie o assunto rapidamente.

À medida que as crises se aprofundam, há um risco crescente de que os "camisas vermelhas " partidários de Yingluck e de seu irmão, o ex-premiê Thaksin Shinawatra, confrontem seus adversários nas ruas, mergulhando a Tailândia em uma nova rodada de violência política.

Desde novembro, os conflitos deixaram 23 mortos. A economia sofreu, e os turistas se afastaram quando os manifestantes fecharam escritórios do governo e bloquearam as principais vias, às vezes em Bangcoc para tentar derrubar Yingluck .

Confiante de que seu partido Puea Thai ganharia, Yingluck convocou eleições para 2 de fevereiro deste ano em uma tentativa de acalmar os protestos antigoverno, e desde então tem liderado um governo interino, com poderes limitados.

Os juízes do Tribunal Constitucional decidiram por 6 votos a 3 na sexta-feira que a eleição era inconstitucional porque a votação não ocorreu no mesmo dia em todo o país.

Manifestantes antigoverno impediram a votação em cerca de um quinto das zonas de votação e, em 28 delas, o voto não era uma possibilidade porque candidatos não foram capazes de se registrar.

A agitação foi o mais recente capítulo de uma crise de oito anos que coloca classe média e monarquistas de Bangcoc contra os eleitores de Yingluck e Thaksin Shinawatra, que foi derrubado pelo Exército em 2006 e vive no exílio para evitar uma pena de prisão por corrupção.

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