Pelo segundo dia consecutivo, equipes australianas não acham objetos que foram avistados por imagens de satélite no dia 16

Com a chegada da noite, autoridades da Austrália suspenderam nesta sexta-feira pelo segundo dia consecutivo suas operações de busca de dois objetos misteriosos que podem ou não ser partes do avião desaparecido do voo MH370 da Malaysia Airlines. O país está 12 horas à frente do Brasil.

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Parente de passageiros chineses de voo desaparecido da Malásia enxuga suas lágrimas em sala de estar de hotel em Pequim, China
AP
Parente de passageiros chineses de voo desaparecido da Malásia enxuga suas lágrimas em sala de estar de hotel em Pequim, China

Quinta: Austrália identifica objetos no mar em busca de voo desaparecido da Malásia

Aviões de monitoramento militar, um jato comercial e dois navios mercantes que vasculham a área fracassaram em encontrar e rastrear os objetos, que foram avistados no domingo (16) por um satélite nas águas traiçoeiras do sul do Oceano Índico. O lugar fica 2.254 quilômetros da costa oeste da Austrália.

O voo desapareceu há 14 dias com 239 pessoas a bordo . O anúncio feito na quinta pelas autoridades australianas de que avistaram algo levantou as esperanças de um desfecho em uma busca frustrante que deixou poucas pistas sobre o que pode ter acontecido com o Boeing 777 depois que ele deixou de se comunicar com o solo, pareceu sair amplamente da rota e então sumiu para sempre.

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Nesta sexta, o primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, defendeu a decisão de anunciar a descoberta, dizendo que a Austrália deve às famílias dos desaparecidos "a veiculação de informações assim que elas estão à mão". Ele também reiterou que os dois objetos podem não ser do avião. "Podem ser apenas um contâiner que caiu de um navio", afirmou durante visita a Papua Nova Guiné. "Não sabemos."

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Há também a possibilidade, segundo o vice-primeiro-ministro da Austrália, Warren Truss, de que os objetos vistos em imagens de satélite podem ter afundado. "Algo que estava flutuando no mar há tanto tempo pode não estar mais flutuando", disse em Perth. "Podem ter ido para o fundo."

Também nesta sexta, o ministro interino de Transportes na Malásia, Hishammuddin Hussein, tentou diminuir as expectativas para uma rápida resolução para o mistério que cerca o avião. "Isso será uma longa busca", disse.

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Considerando-se a distância da Austrália em que os dois objetos foram identificados pelo satélite, as aeronaves têm duas horas de busca antes de ter de retornar à base. Patrulhas terão de repetir o tipo de voo realizado na quinta e na sexta "algumas vezes" antes de as autoridades terem confiança de que cobriram toda a área, disse.

De acordo com o especialista Mike Williamson, que dirige uma firma de engenharia em Seattle especializada em buscas profundas de aviões e navios, as profundezas do Oceano Índico complicam a busca.

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Países da Ásia Central à Austrália continuam as buscas pela aeronave ao longo de um arco desenhado pelas autoridades com base em sinais do avião captados por satélites durante horas depois de seu desaparecimento. Um dos arcos se refere à zona do Oceano Índico que é foco da atual atenção. O outro se relaciona a partes do Cambodia, Laos, China e Casaquistão, onde autoridades disseram na quinta não ter encontrado rastros do avião.

Imagem de satélite de 16 de março fornecida pela Austrália mostra objeto flutuante. Segundo governo, objetos poderiam ser destroços de avião da Malásia
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Imagem de satélite de 16 de março fornecida pela Austrália mostra objeto flutuante. Segundo governo, objetos poderiam ser destroços de avião da Malásia

Desde quarta, investigadores da Malásia, com ajuda do FBI (polícia federal dos EUA), tentam restaurar os arquivos deletados no mês passado do simular de voo da casa do piloto a bordo do Boeing 777 da Malaysia Airlines para ver se encontram alguma informação que possa esclarecer o sumiço da aeronave.

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Arquivos contendo registros de simulações feitas no programa foram deletadas em 3 de fevereiro no aparelho encontrado na casa do piloto Zaharie Ahmad Shah, afirmou o chefe de polícia da Malásia, Khalid Abu said. O piloto de 53 anos entrou para a Malaysia Airlines em 1981 e tem mais de 18 mil horas de experiência de voo.

Em um coletiva, Hussein disse em uma coletiva que Zaharie é considerado inocente até que se prove o contrário, e membros de sua família cooperam na investigação. Não ficou imediatamente claro se os investigadores consideram incomum o fato de que alguns arquivos foram deletados. Eles vão querer verificar esses arquivos para obter quaisquer sinais de rotas de voo incomuns que poderiam explicar para onde foi o avião desaparecido.

*Com Reuters e informações da rede de TV CNN

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