Rússia impõe sanções a norte-americanos após 'ação hostil' dos EUA

Por iG São Paulo |

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Nove autoridades dos Estados Unidos estão proibidas de pisar em solo russo. País prometeu rebater 'hostilidade' do Ocidente

A Rússia impôs sanções contra nove autoridades norte-americanas nesta quinta-feira (20) e alertou o Ocidente que vai rebater 'toda a ação hostil'.

Crise na Crimeia: Rússia deve enfrentar mais sanções da UE; G8 será suspenso

AP
Tripulação do navio ucraniano Khmelnitsky ficam próximos de bandeira russa após deixarem o barco, que foi tomado por forças pró-Rússia, na Crimeia


Terça: Presidente da Rússia assina tratado para a anexação da Crimeia

Os vice-conselheiros de segurança nacional dos Estados Unidos Ben Rhodes e Caroline Atkinson, além dos senadores John McCain, Harry Reid, Mary Landrieu, Dan Coats e Robert Menendez estão entre os norte-americanos impedidos de entrar na Rússia, informou o Ministério das Relações Exteriores. Os outros são o presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, John Boehner, e Dan Pfeiffer, assessor do presidente Barack Obama.

Obama assinou um decreto na segunda-feira (17) impedindo 11 autoridades russas, ucranianas e crimeanas de entrarem nos Estados Unidos e congelando quaisquer bens deles em território norte-americano. Os afetados são considerados envolvidos no que os Estados Unidos dizem ter sido a anexação ilegal da região ucraniana da Crimeia pela Rússia.

"Nós temos alertado repetidamente que as sanções são um instrumento de dois gumes e que vão atingir os Estados Unidos como um bumerangue", disse o Ministério das Relações Exteriores russo. "Não deve haver nenhuma dúvida: nós vamos responder adequadamente a cada impulso hostil."

Mais sanções 

A Rússia deve enfrentar mais sanções da União Europeia (UE) nesta quinta depois de sua decisão de anexar a Península da Crimeia, enquanto as tensões na região continuam altas apesar da libertação de um comandante naval ucraniano.

Confira fotos da ocupação da Rússia na Crimeia

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

Presidente russo após anexar região: 'A Crimeia sempre fez parte da Rússia'

Em um discurso ao Parlamento da Alemanha, a chanceler alemã, Angela Merkel, disse que a União Europeia (UE) está preparando mais sanções e que serão suspensos todos encontros do G8 até que a situação política mude. A Rússia detém a presidência do G8, e o presidente russo, Vladimir Putin, estava programado para receber os líderes dos países mais industrializados do mundo em Sochi em junho.

"Enquanto não houver circunstâncias políticas, como agora, para um formato importante como o G8, então não haverá nenhum G8", disse. "Nem o encontro nem o próprio grupo."

No início desta semana, a UE e os EUA impuseram sanções contra certos indivíduos envolvidos no que dizem ser o referendo ilegal na Crimeia sobre sua anexação à Rússia. Moscou anexou formalmente a Crimeia no início desta semana depois da votação. A península no Mar Negro foi durante séculos parte da Rússia até 1954, quando o líder soviético Nikita Khrushchev a transferiu para a Ucrânia.

Crimeia

As forças da Rússia efetivamente tomaram o controle de Crimeia há cerca de duas semanas depois da destituição do presidente pró-Rússia Viktor Yanukovych após meses de protestos e violência esporádica. A crise teve início no ano passado, depois que Yanukovych abriu mão de um acordo de associação com a UE para favorecer a promessa de um pacote de resgate russo no valor de US$ 15 bilhões. Isso enraiveceu ucranianos das região central e oeste da Ucrânia, que são pró-Europa.

Reação: EUA e UE anunciam sanções contra russos e ucranianos

Merkel afirmou ao Parlamento as sanções serão expandidas contra a Rússia quando o bloco se reunir ainda nesta quinta em Bruxelas. Segunda ela, será ampliada a lista daqueles cujos bens estão congelados e que estão proibidos de viajar. Ela também reiterou que, se a situação piorar, a UE está preparada para adotar medidas adicionais, que incluem sanções econômicas.

A dura mensagem de Merkel foi transmitida enquanto o comandante da Marinha da Ucrânia foi libertado depois de ter sido detido por forças russas e uma milícia local da Crimeia no quartel-general da península.

Sergei Haiduk e um número não especificado de civis foram mantidos detidos por horas depois que a base naval de Sevastopol foi invadida na quarta. Informações prévias indicavam que a invasão foi conduzida pela autodescrita força de defesa local, mas uma declaração desta quinta-feira do presidente em exercício da Ucrânia, Oleksandr Turchynov, que confirmou a soltura, disse que forças russas estavam envolvidas.

Retirada: Ucrânia planeja retirar soldados da Crimeia

Tentando responder à incursão russa, a Ucrânia disse na quarta-feira que participaria de exercícios militares com os EUA e o Reino Unido, signatários, juntamente com a Rússia, do Memorando de Budapeste de 1994 — documento projetado para garantir a integridade territorial da Ucrânia quando ela entregou sua parte dos arsenais nucleares russos depois do colapso da União Soviética, em 1991.

*Com Reuters e AP

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