EUA impõem sanções contra aliados de líder russo, incluindo chefe de gabinete

Por iG São Paulo |

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Banco Rossiya, instituição privada que pertence homem visto como banqueiro de Putin, também é alvo de novas punições

O presidente dos EUA, Barack Obama, expandiu nesta quinta-feira as sanções econômicas americanas contra Moscou por suas ações na Ucrânia, tendo como alvo o chefe de gabinete do presidente Vladimir Putin e 19 outros indivíduos, assim como um banco russo que lhes fornece apoio.

Dia 17: UE e EUA anunciam sanções contra russos e ucranianos

AP
Presidente dos EUA, Barack Obama, faz pronunciamento sobre a Ucrânia no South Lawn da Casa Branca, em Washington

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Obama, advertindo que haverá mais preços a pagar pelo Kremlin se a situação piorar, disse que também assinou uma ordem executiva que permitiria aos EUA penalizar setores-chave da economia russa, incluindo seu enorme negócio de energia. Autoridades disseram que Obama poderia agir com essa autoridade se as forças russas entrarem em outras áreas da Ucrânia, uma escalada da crise na Crimeia.

O presidente disse que as mais recentes penalidades foram resultado de "escolhas que o governo russo fez, escolhas que foram rejeitadas pela comunidade internacional". "A Rússia tem de saber que uma maior escalada apenas a isolará ainda mais da comunidade internacional", disse Obama na Casa Branca.

Alemanha: Rússia deve enfrentar mais sanções da UE por crise na Crimeia

Os líderes da União Europeia (UE) também disseram que vão expandir o número de pessoas que são alvo de várias sanções e indicaram que cancelarão uma cúpula UE-Rússia. A chanceler alemã, Angela Merkel, disse ao Parlamento alemão que, se a crise se aprofundar na Crimeia e na Ucrânia, a UE está preparada para elevar as sanções econômicas.

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

A Rússia retaliou rapidamente ao impor proibições de entrada a legisladores americanos e a autoridades da Casa Branca. Entre elas estão o líder da maioria do Senado, o democrata Harry Reid, e o presidente da Câmara, o republicano John Boehner. O conselheiro-sênior de Obama, Dan Pfeiffer, e seu vice-conselheiro de segurança nacional, Ben Rhodes, também foram atingidos pelas proibições de entrada russas.

Reação: Rússia impõe sanções a norte-americanos após 'ação hostil' dos EUA

As novas sanções americanas atingiram assessores próximos de Putin, incluindo Sergei Ivanov, o seu chefe de gabinete e associado de longa data. Também foram alvo Arkady Rotenberg e Gennady Timchenko, ambos amigos antigos de Putin cujas companhias compilaram bilhões de dólares em contratos do governo. Também sofreu sanções o Banco Rossiya, instituição privada que pertence a Yuri Kovalchuk, que é considerado banqueiro de Putin.

As sanções americanas se seguiram a uma primeira rodada de penalidades econômicas dos EUA ordenadas no início desta semana contra 11 pessoas que Washington disse estarem envolvidas na disputa na Ucrânia. A Rússia enviou seus militares para a Península da Crimeia há três semanas e desde então formalmente anexou a importante região estratégica a suas fronteiras.

Terça: Presidente da Rússia assina tratado para a anexação da Crimeia

Os EUA declararam a incursão russa na Crimeia uma violação da lei internacional e não reconhecem a anexação da península. Apesar disso, nos bastidores autoridades americanas reconhecem que é improvável que a Rússia abra mão da Crimeia. Em vez disso, sua principal prioridade é evitar que a Rússia entre em outras áreas da Ucrânia que têm populações pró-Rússia.

Funcionários disseram que os indivíduos que são alvo das sanções de quinta-feira terão bens congelados nos Estados Unidos, serão proibidos de fazer quaisquer negócios nos EUA e não terão permissão para fazer transações com dólares americanos.

*Com AP

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