Israel mata soldado ao bombardear Síria em retaliação por ataque no Golan

Por iG São Paulo |

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Outros sete soldados sírios ficam feridos na escalada mais séria entre os dois países vizinhos desde o início da guerra civil síria

Israel bombardeou instalações militares da Síria nesta quarta-feira em retaliação a um atentado a bomba que feriu quatro soldados israelenses, matando um soldado sírio e ferindo outros sete, na escalada mais séria entre os dois países vizinhos desde o início da guerra civil da Síria, há três anos.

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AP
Soldado israelense ferido é trazido para campo de futebol para ser levado a hospital na vila de Masade, nas Colinas do Golan (18/3)

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Ao anunciar as incursões, rompendo o silêncio oficial que cercou ataques anteriores contra alvos sírios supostamente ligados à guerrilha libanesa Hezbollah, Israel parece buscar transmitir uma mensagem de dissuasão ao presidente sírio, Bashar al-Assad.

"Nossa política é clara. Machucamos quem nos machuca", disse o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em declarações públicas ao seu gabinete. "Elementos sírios não só permitiram como também cooperaram nos ataques contra as nossas forças", disse, acrescentando que, ao adotar uma ação militar agora, Israel quer restaurar a calma na sua fronteira norte.

Veja imagens do conflito sírio no ano passado:

Família síria acena a parentes após entrar em ônibus em direção a aeroporto para ir à Alemanha, onde foram aceitos como asilados temporários, em Beirute, Líbano (10/10). Foto: APTanque velho sírio é cercado por fogo após explosão de morteiros nas Colinas do Golan, território controlado por Israel (16/07). Foto: APCombatentes do Exército Sírio Livre carregam suas armas e se preparam para ofensiva contra forças leais a Assad em Deir al-Zor (12/07). Foto: ReutersCombatente do Exército Livre da Síria corre para buscar proteção perto de aeroporto militar de Nairab, em Aleppo (12/06). Foto: ReutersProtesto em Beirute contra a participação do Hezbollah na guerra síria (09/06). Foto: APFumaça é vista no vilarejo sírio de Quneitra perto da fronteira de Israel´(06/06). Foto: APLibanês foi ferido após segundo foguete de rebeldes sírios atingir sua casa em Hermel (29/05). Foto: APRefugiados sírios são abrigados em prédio da cidade turca de Reyhanli, perto da fronteira com a Síria (12/05). Foto: APHomens carregam ferido após explosão em cidade turca perto da fronteira síria (11/05). Foto: ReutersExplosão em cidade turca perto da fronteira com a Síria deixa dezenas de mortos (11/05). Foto: ReutersResidente caminha sobre destroços de prédios em rua de Deir al-Zor, Síria (09/05). Foto: ReutersCombatente do Exército Livre da Síria descansa em pilha de sacos de areia em campo de refugiados (06/05). Foto: APIsrael atacou instalações militares na área de Damasco, acusa Síria (05/05). Foto: BBCReprodução de vídeo mostra fumaça e fogo no céu sobre Damasco na madrugada deste domingo (05/05). Foto: APPresidente da Síria, Bashar al-Assad (D), visita universidade em Damasco (04/05). Foto: APReprodução de vídeo mostra corpos em Bayda, Síria (03/05). Foto: APBombeiros apagam fogo de carro em chamas em cena de explosão no distrito central de Marjeh, Damasco, Síria (30/04). Foto: APReprodução de vídeo mostra bombardeio em Daraya, Síria (25/04). Foto: APDruso carrega retrato do presidente sírio em que se lê 'Síria, Deus protege você', nas, Colinas do Golan (17/04). Foto: APFumaça e carros destruídos na praça Sabaa Bahrat, em Damasco, após explosão de carro-bomba (08/04). Foto: APMembro de Exército da Libertação da Síria segura arma em rua de Deir al-Zor (02/04). Foto: ReutersReprodução de vídeo mostra militantes do Exército Livre da Síria durante combates em Damasco (25/03). Foto: APManifestantes protestam contra Bashar al-Assad em Aleppo, na Síria (23/03). Foto: ReutersMesa de xeque Mohammad Said Ramadan al-Buti, aliado de Assad, é vista após ataque em Damasco (21/03). Foto: APSírio vítima de suposto ataque químico recebe tratamento em Khan al-Assal, de acordo com agência estatal (19/03). Foto: APSírias são vistos perto de corpos retirados de rio perto de bairro de Aleppo (10/03). Foto: APReprodução de vídeo mostra soldado do governo sírio morto em academia de polícia em Khan al-Asal, Aleppo (03/03). Foto: APHomem chora em local atingido por míssil no bairro de Ard al-Hamra, em Aleppo, Síria (fevereiro). Foto: ReutersMembro do Exército Livre da Síria aponta arma durante supostos confrontos contra forças de Assad em Aleppo (26/02). Foto: ReutersMembros de grupo islâmico seguram armas durante protesto contra regime em Deir el-Zor (25/02). Foto: ReutersMorador escreve em lápide nome de neta morta em ataque contra vila em Idlib, Síria (24/02). Foto: APChamas e fumaça são vistas em local de ataque no centro de Damasco, Síria (21/02). Foto: APRebeldes do Exército Livre da Síria preparam munições perto do aeroporto militar de Menagh, no interior de Aleppo (25/01). Foto: ReutersRebeldes da Frente al-Nusra, afiliada à Al-Qaeda, seguram sua bandeira no topo de helicóptero da Força Aérea da Síria na base de Taftanaz (11/01). Foto: APCrianças sírias viajam em caminhonete em Aleppo (02/01). Foto: Reuters

O Observatório Sírio de Direitos Humanos disse que caças israelenses atingiram "vários locais estratégicos do Exército sírio".

O ataque acontece menos de um mês depois de o Hezbollah acusar Israel de bombardear uma das suas bases na fronteira sírio-libanesa. O grupo xiita na época prometeu retaliar.

Cenário: Onda de refugiados sírios pressiona tecido social e econômico de vizinhos

No atentado de terça-feira, uma bomba foi detonada perto de uma patrulha israelense, junto à cerca que divide as Colinas do Golan - território sírio ocupado por Israel desde 1967 - e a parte do platô estratégico que está sob controle sírio. Um dos quatro soldados feridos está em estado crítico.

Embora as suspeitas em Israel tenham recaído sobre o Hezbollah, os líderes israelenses não acusaram diretamente o grupo xiita, que é aliado de Assad na guerra civil contra insurgentes sunitas.

Embora o Exército sírio tenha presença no Golan, algumas áreas são controladas por rebeldes anti-Assad, inclusive militantes inspirados pela Al-Qaeda e também hostis ao Estado judeu. Israel já manifestou a preocupação de que se torne cada vez mais um alvo durante e depois do conflito.

"Responsabilizamos o regime de Assad pelo que acontece no seu território, e, se ele continuar a colaborar com terroristas empenhados em ferir Israel, vamos continuar cobrando um preço alto por isso e fazendo-o se arrepender das suas ações", disse o ministro israelense da Defesa, Moshe Yaalon.

*Com Reuters e AP

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