Funcionário público e estudante morrem baleados em Caracas

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Francisco Alcides Madrid Rosendo tinha 32 anos e Anthony Rojas, 18. Mortes relacionadas as manifestações chegam a 30

O funcionário público Francisco Alcides Madrid Rosendo, 32, e o estudante Anthony Rojas, 18, foram mortos a tiros na noite de terça-feira (18) em Caracas, Venezuela. Número de mortos desde o início das manifestações, em fevereiro, sobem para 30.

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AP
Oficiais da Polícia Nacional Bolivariana se protegem de fogos de artifício lançados contra eles por manifestantes em Caracas, Venezuela (março/2014)


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Segundo informações preliminares, Rosendo foi alvejado várias vezes por volta das 22h de terça enquanto removia barricada na vizinhança de Montalban junto a outras pessoas. O prefeito pró-Maduro Jorge Rodriguez, por meio de sua conta no Twitter, culpou "terroristas" pela morte, mas não forneceu outros detalhes.

Já Raul Casanova, reitor da Universidade Nacional Experimental de Táchira, disse à Associated Press nesta quarta-feira (19) que Rojas, estudante de engenharia mecânica, foi morto em Tariba, periferia de San Cristobal. Ele havia participado de protestos contra o governo no mês passado em San Cristobal, mas não estava entre os ativistas quando foi baleado.

De acordo com o reitor, um dos membros da família de Rojas “disse que o jovem foi baleado ao se deparar com um confronto armado próximo de uma loja de bebidas”. Mas Jorge Mora, presidente de um conselho de oposição a Nicolás Maduro disse à AP que Rojas foi seguido por partidários do governo armados e quando tentou se esconder em uma loja de bebidas "eles vieram atirando." Outra mulher ficou ferida no ataque, segundo Mora.

Confira as manifestações venezuelanas na galeria de fotos

Polícia nacional da Venezuela dispara gás lacrimogêneo enquanto manifestante antigoverno se ajoelha segurando pedra durante confrontos em Caracas (6/4). Foto: ReutersManifestantes mostram cartazes com fotos de ativistas mortos durante protestos antigoverno na Plaza Altamira em Caracas, Venezuela (20/3). Foto: APPartidários do líder da oposição Leopoldo López se reúnem para protesto que pede a libertação do político após um mês de sua prisão, na Venezuela (18/03). Foto: APGuardas das forças bolivarianas patrulham a Plaza Altamira após tomarem o controle do local em Caracas, Venezuela (17/3). Foto: APEstudante da Universidade Central da Venezuela grita contra governo de Nicolás Maduro durante protesto em Caracas (12/3). Foto: APManifestante antigoverno corre em meio ao gás lacrimogêneo lançado pela polícia durante protesto em Caracas, Venezuela (12/3). Foto: ReutersManifestante joga lata de gás lacrimogêneo em direção à polícia durante protesto antigoverno em Caracas, Venezuela (11/3). Foto: APGuardas prendem manifestante durante conflitos entre ativistas e motociclistas em Los Ruices, Venezuela (10/3). Foto: APPolícia impede passagem de manifestantes que protestavam contra escassez de alimentos (8/3). Foto: APManifestantes se preparam para jogar coquetéis molotov durante confrontos em Caracas, Venezuela (6/3). Foto: APOficiais da Guarda Nacional Bolivariana se protegem de fogos de artifício lançados contra eles por manifestantes em Caracas, Venezuela (março/2014). Foto: APManifestantes seguram cartazes com imagens de venezuelanos que foram mortos nas duas últimas semanas durante marcha em Caracas (28/2). Foto: APManifestantes rolam cano de água na tentativa de bloquear uma rodovia importante em Caracas, Venezuela (27/02). Foto: APOficiais da Guarda Nacional Bolivariana avançam em direção a protestos antigoverno em Valencia, Venezuela (26/2). Foto: APManifestante segura placa em frente de cordão da Guarda Nacional Bolivariana durante protesto perto da Embaixada de Cuba em Caracas, Venezuela (25/2). Foto: APObjetos colocados por manifestantes da oposição bloqueiam estrada no bairro de Altamira, em Caracas, Venezuela (20/2). Foto: APOpositor caminha perto de acusação feita a presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em rua no bairro de Altamira, Caracas (21/2). Foto: ReutersManifestante envolto com a bandeira da Venezuela coloca mais objetos em barricada em chamas no bairro de Altamira, em Caracas, Venezuela (20/2). Foto: APPartidários do governo venezuelano marcham no centro de Caracas (20/2). Foto: APManifestante levanta os braços em direção à polícia que lança gás lacrimogêneo em bairro de Caracas, Venezuela (19/2). Foto: APMiss Génesis Carmona é levada de moto a hospital. Ela morreu após ter sido atingida por disparo na cabeça em 18/2. Foto: Reprodução/TwitterManifestante usa máscara caseira para se proteger de gás durante protestos em avenida de Caracas, Venezuela (18/02). Foto: APEstudantes gritam slogans contra o presidente Nicolás Maduro durante marcha em Caracas, Venezuela (18/2). Foto: APLeopoldo López, líder da oposição da Venezuela, é preso vestido de branco e segurando flor em Caracas, Venezuela (18/2). Foto: APManifestante cobre a boca com pano durante protesto contra a censura do governo venezuelano em Caracas (17/2). Foto: APManifestante atira pedras na Força Nacional Bolivariana durante protesto na Venezuela (15/2). Foto: APManifestantes fecham a principal via da Venezuela (15/2). Foto: ReutersManifestantes na Venezuela são dipersados com canhões de água e gás lacrimogêneo (15/2). Foto: Carlos Garcia Rawlins/ReutersUniversitária segura cartaz em que se lê 'E quem tem as armas?' enquanto se manifesta contra o presidente Nicolás Maduro em Caracas, Venezuela (13/2). Foto: APEstudantes choram durante vigília em Caracas por dois jovens mortos em confrontos violentos na Venezuela (13/2). Foto: APEstudantes comparecem à vigília em Caracas por dois jovens mortos em confrontos violentos na Venezuela (13/2). Foto: APJovem segura livro marcado em espanhol com a frase 'Esta é a minha arma' durante protesto contra repressão de estudantes em Caracas, Venezuela (13/2). Foto: APEstudante segura cartaz em que se lê 'Paz e liberdade' durante manifestação em Caracas, Venezuela (13/2)
. Foto: APEstudantes gritam slogans contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante protesto em Caracas (13/2)
. Foto: AP

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Caracas e outras cidades venezuelanas estão sendo palco de manifestações contra o governo que já duram mais de um mês. Protestos liderados por estudantes, que começaram no início de fevereiro, têm atraído o apoio de pessoas de classe média descontentes com a inflação, que atingiu uma taxa anualizada de 57% no mês passado, elevando o crime e levando a escassez de itens básicos, como óleo de cozinha e papel higiênico.

Legisladora da oposição venezuelana, Maria Corina Machado é esperada para falar sobre a situação da Venezuela nesta sexta-feira (21), durante reunião da Organização dos Estados Americanos em Washington, EUA. A Assembleia Nacional da Venezuela votou na terça-feira (18) sobre iniciar um processo contra Maria, acusando-a de desobediência civil e de tentar desestabilizar o governo.

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