Famílias estão furiosas com a falta de notícia. Voo desapareceu há 10 dias quando seguia da Malásia à China com 239 pessoas

Reuters

Famílias chinesas furiosas com a falta de informação ameaçaram nesta terça-feira (18) fazer uma greve de fome até que o governo da Malásia revele a verdade sobre o destino de seus parentes a bordo do voo MH 370 da Malaysia Airlines, que desapareceu em sua rota de Kuala Lumpur a Pequim no sábado (8).

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Parentes dos passageiros a boardo do voo desaparecio da Malaysia Airlines assistem à noticiário sobre o avião em Pequim, China (17/03)
AP
Parentes dos passageiros a boardo do voo desaparecio da Malaysia Airlines assistem à noticiário sobre o avião em Pequim, China (17/03)


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Dez dias após o desaparecimento do avião, que sumiu depois de uma hora no ar, centenas de familiares ainda estão à espera de informações em um hotel de Pequim. Cerca de dois terços dos 239 passageiros a bordo da aeronave são chineses. As famílias mostraram indignação e sofrimento aos representantes chineses enviados pela companhia aérea para encontrá-los nesta terça e exigiram ver o embaixador da Malásia.

"O que queremos é a verdade. Não deixe que eles se tornem vítimas da política. Não importa o partido político ao qual você pertence, não importa o poder que você tem, se não houver vida, qual é o sentido? Onde está a compaixão?", questionou uma mulher de meia-idade, revoltada.

"Você está sempre indo e vindo. Acho que seu governo no fundo sabe, por isso que nós queremos que você nos responda. Porque você está sempre nos enganando, dizendo mentiras", acrescentou um homem.

A China tem apelado repetidamente às autoridades da Malásia para dar uma assistência melhor aos parentes dos passageiros chineses, e para fornecer-lhes informações atualizadas.

Confira imagens sobre o desaparecimento da aeronave malaia

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"A China está o tempo todo exigindo que a Malásia e a Malaysia Airlines respondam sinceramente aos pedidos razoáveis das famílias chinesas", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores Hong Lei em uma entrevista coletiva, que ocorre diariamente.

O representante chinês da companhia aérea disse que as informações destinadas às famílias estavam acima de seu controle.

"Eu aceito as críticas e erros que você apontou. Mas o problema é que algumas informações e materiais nós não temos realmente nenhuma maneira de acessar. Da minha posição, eu realmente não consigo acessá-los. Então, eu imploro seu perdão", ele disse.

Na saída dos representantes, as famílias gritavam palavras de ordem e erguiam os punhos no ar.

"Respeitem a vida, encontrem nossos parentes! Vocês estão entendendo? Vocês estão entendendo?"

Em entrevista a jornalistas, uma mulher que liderou os protestos disse que as famílias foram convocadas a fazer uma greve de fome.

"Nós vamos fazer uma greve de fome", ela disse. "As famílias estão à beira do colapso. Há tantas famílias indo e vindo, alguns já foram embora. Os jovens podem suportar, mas os idosos já desmontaram", ela afirmou.

Não ficou claro quantos dos parentes iriam aderir à greve de fome ou quando ela seria iniciada.

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