Multidões na Crimeia celebram aprovação em referendo de anexação pela Rússia

Por iG São Paulo |

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Apuração de 50% dos votos indica que mais de 95% aprovam medida. EUA e UE devem impor sanções à Rússia após votação

Fogos de artifício explodiram e bandeiras da Rússia ondularam acima de multidões em júbilo depois que os residentes na estratégica Península da Crimeia aprovaram de lavada a secessão da Ucrânia e a anexação pela Rússia em um referendo neste domingo. Os EUA e a União Europeia caracterizam a votação de ilegal, e há expectativas de que adotem mais sanções contra a Rússia.

Boca de urna: Mais de 90% apoiam anexação da Crimeia pela Rússia

Reuters
Duas mulheres seguram bandeira em que se lê: 'Crimeia está com a Rússia' em Simferopol

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O novo governo em Kiev classificou o referendo de um "circo" conduzido pela mira de uma arma por Moscou - referindo-se aos milhares de soldados russos posicionados agora na península do Mar Negro depois de tomarem seu controle há duas semanas.

Mas depois que as urnas fecharam neste domingo, multidões da população de etnia russa na capital da Crimeia, Simferopol, encheram a praça central gritando de felicidade pela perspectiva de mais uma vez fazer parte da Rússia.

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Na cédula de votação, os eleitores foram questionados se queriam que a Crimeia fizesse parte da Rússia. Uma segunda questão perguntava se a Ucrânia deveria retornar para seu status sob a Constituição de 1992, que daria à região uma autonomia muito maior. Não havia uma opção para aqueles que gostariam de manter inalterada a atual situação constitucional.

Depois da apuração de 50% dos votos, Mikhail Malishev, chefe da comissão do referendo, disse que mais de 95% dos eleitores aprovaram a separação da Ucrânia para que a área seja anexada à Rússia.

Pessoas marcham em apoio à anexação da Crimeia pela Rússia em Moscou (18/3). Foto: APIdosa segura calendário com imagem do líder soviético Josef Stalin na Crimeia enquanto assiste a pronunciamento de presidente russo (18/3). Foto: APDuas mulheres seguram bandeira em que se lê: 'Crimeia está com a Rússia' em Simferopol (16/3). Foto: ReutersMulher celebra com bandeira russa resultados preliminares de referendo em Simferopol, Crimeia (16/3). Foto: ReutersHomem pró-Rússia deposita cédula em urna durante votação sobre anexação da Crimeia pela Rússia em Bachisaray, Ucrânia. Foto: APCrimeia vota neste domingo se quer ou não se tornar parte da Rússia. Foto: AFPUma mulher pega sua cédula de votação sobre referendo na Crimeia em Simferopol, Ucrânia. Foto: APEleitor segura cédula do referendo em Simferopol, Ucrânia. Foto: APMulher coloca cédula do referendo em urna eleitoral, durante votação em Simferopol, Ucrânia. Foto: APNovo primeiro-ministro da Crimeia, Sergei Aksyonov lança seu voto em assembleia de votos de Simferopol, Ucrânia. Foto: APCom sua filha, eleitor participa do referendo da Crimeia, Ucrânia. Foto: APIdoso participa de referendo sobre anexação da Crimeia à Rússia, em Simferopol, Crimeia. Foto: APMilitares protegem o edifício do parlamento regional durante referendo da Crimeia em Simferopol. Foto: APBandeira da Rússia na entrada do prédio do parlamento regional da Crimeia. Foto: AP

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Há expectativa de que a Rússia enfrente fortes sanções na segunda-feira dos EUA e a Europa por causa da votação, que poderia também encorajar um ascendente sentimento pró-Rússia no leste da Ucrânia e levar a mais divisões no país de 46 milhões de habitantes. Os residentes no oeste da Ucrânia e na capital, Kiev, são fortemente pró-Ocidente e nacionalistas.

O Parlamento da Crimeia se reúne na segunda para formalmente pedir a Moscou a anexação da região, e legisladores da penínsual e viajarão à Rússia no fim do dia para negociações, disse o primeiro-ministro pró-Rússia da Crimeia no Twitter.

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Em Moscou, o presidente da Câmara baixa do Parlamento, Sergei Naryshkin, sugeriu que a anexação à Rússia era algo já acertado.

A população de etnia russa da Crimeia corresponde a 58,5% da população da região, e havia a expectativa de que muitos deles optassem pela anexação pela Rússia. Há 1,5 milhão de eleitores com direito a voto na península.

*Com AP

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