Médico acusado de colaborar em morte de Bin Laden tem pena reduzida

Por BBC Brasil | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Shakil Afridi é acusado de realizar uma campanha de vacinação falsa para tentar confirmar a presença do ex-líder no Paquistão

BBC

AP
Médico foi acusado de criar campanha de vacinação falsa para ajudar na captura de Bin Laden

A pena de um médico que teria ajudado os Estados Unidos a descobrir o paradeiro de Osama Bin Laden foi reduzida em dez anos por um tribunal do Paquistão. A decisão foi anunciada neste sábado (15).

Shakil Afridi é acusado pelo governo do Paquistão de realizar uma campanha de vacinação falsa para tentar confirmar a presença do ex-líder do grupo Al Qaeda na cidade de Abbottabad, no norte do país.

A sentença inicial de Afridi, de 33 anos, era vista por muitos observadores internacionais como uma punição por seu papel na morte de Bin Laden, em 2011.

O ex-líder da Al Qaeda foi morto a tiros por forças americanas durante uma incursão surpresa em sua residência. Segundo o governo americano, o corpo de Bin Laden foi retirado do Paquistão e jogado no mar. Sua localização exata nunca foi revelada.

2012: Corpo de Bin Laden não foi jogado ao mar, revela WikiLeaks

A operação secreta realizada pelos Estados Unidos provocou constrangimento nas autoridades paquistaneses, que não haviam sido informadas sobre a incursão militar. O episódio desgastou ainda mais a relação entre os dois países.

Condenação

Médico foi acusado de criar campanha de vacinação falsa para ajudar na captura de Bin Laden. Uma corte tribal condenou Afridi em maio de 2012 pelo crime de traição por acusações de associação a grupo militante. Neste sábado, um tribunal da cidade de Peshawar, no norte do país, reduziu sua sentença para 23 anos após apelações de seus parentes e dos Estados Unidos.

Morte: Osama bin Laden está morto, anuncia Obama

O advogado de Afridi, Qamar Nadeem, afirmou que a condenação pelo crime de traição foi mantida, mas uma outra acusação acabou suspensa. Nadeem levantou a possibilidade de uma nova apelação a uma instância superior uma vez que parentes de Afridi reivindicam um novo julgamento para o médico.

Afridi é acusado de ter cooperado com a CIA, a agência de inteligência americana, ao criar um programa de vacinação contra hepatite para identificar o paradeiro de Bin Laden. Por meio de seus advogados, ele negou ter ajudado os Estados Unidos.

Leia tudo sobre: ladenmedicoterroristaal qaedasentencapaquistaonadeemafrid

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas