Premiê da Turquia diz que jovem morto após protesto era ligado a 'terroristas'

Por Reuters |

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Berkin Elvan, 15 anos, morreu após ficar nove meses em coma. Ele foi atingido na cabeça em 2013 ao sair para comprar pão

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O primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, afirmou que o adolescente morto na semana passada após ser ferido na cabeça em protestos contra o governo em 2013 era ligado a "organizações terroristas", em um comentário que pode aumentar a tensão política no país.

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AP
Manifestantes fazem novo ato na Turquia após morte de adolescente ferido no ano passado (março/2014)


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A morte na última terça-feira (11) do garoto Berkin Elvan, de 15 anos, depois de nove meses em coma, causou os piores conflitos na Turquia desde as manifestações de junho do ano passado, agravando os problemas de Erdogan enquanto ele combate um escândalo que se tornou um dos maiores desafios do seu governo, que dura uma década. 

Os comentários de Erdogan, os primeiros sobre Elvan, foram feitos durante um comício no sudeste da Turquia, antes de eleições municipais em todo o país, marcadas para o dia 30 de março.

"Esse garoto com bolas de aço em seu bolso, estilingue nas mãos, sua face coberta com um lenço, que foi seduzido por organizações terroristas, ficou infelizmente sujeito ao gás de pimenta", afirmou Erdogan a uma multidão de partidários em discurso transmitido na emissora de televisão estatal TRT-Haber.

Elvan, que então tinha 14 anos, ficou em meio às manifestações em Istambul em 16 de junho depois de sair para comprar pão para a sua família. Ele foi atingido na cabeça aparentemente por um cilindro de gás da polícia, entrou em coma e se tornou um estandarte para opositores do governo, que fizeram vigílias regulares no hospital onde ele estava em tratamento intensivo.

Veja fotos dos protestos na Turquia pela liberdade de imprensa

Policiais turcos tentam se proteger em protesto em Istambul. Foto: APManifestante segura rojão durante protesto. Foto: APTropa de choque da polícia turca agiu durante protesto em Istambul. Foto: APManifestante mascarado durante protestos deste sábado (08). Foto: APTropa de choque da polícia turca agiu durante protesto em Istambul. Foto: APPolícia turca usa jatos d'água contra manifestantes que lutam contra a censura na internet. Foto: APPolícia turca usa jatos d'água contra manifestantes que lutam contra a censura na internet. Foto: APTropa de choque da polícia turca agiu durante protesto em Istambul. Foto: APManifestantes são contra lei que aumento o controle no governo na internet. Foto: APPolícia turca usa jatos d'água contra manifestantes que lutam contra a censura na internet. Foto: APManifestantes são contra lei que aumento o controle no governo na internet. Foto: APPolícia turca usa jatos d'água contra manifestantes que lutam contra a censura na internet. Foto: APTropa de choque da polícia turca agiu durante protesto em Istambul. Foto: APPolícia turca usa jatos d'água contra manifestantes que lutam contra a censura na internet. Foto: APManifestante com rojão durante protesto na Turquia. Foto: APTropa de choque da polícia turca agiu durante protesto em Istambul. Foto: APManifestantes são contra lei que aumento o controle no governo na internet. Foto: APTropa de choque da polícia turca agiu durante protesto em Istambul. Foto: APPolícia turca usa jatos d'água contra manifestantes que lutam contra a censura na internet. Foto: APTropa de choque da polícia turca agiu durante protesto em Istambul. Foto: APManifestantes são contra lei que aumento o controle no governo na internet. Foto: APCaminhão da polícia que dispara os jatos d'água contra os manifestantes. Foto: APManifestantes são contra lei que aumento o controle no governo na internet. Foto: APPolícia turca usa jatos d'água contra manifestantes que lutam contra a censura na internet. Foto: APManifestantes são contra lei que aumento o controle no governo na internet. Foto: APTropa de choque da polícia turca agiu durante protesto em Istambul. Foto: APManifestantes são contra lei que aumento o controle no governo na internet. Foto: APPolícia turca usa jatos d'água contra manifestantes que lutam contra a censura na internet. Foto: AP

2013: Turquia considera referendo para pôr fim a protestos

Após a sua morte, a polícia usou canhões de água, gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar dezenas de milhares de manifestantes que foram às ruas das maiores cidades da Turquia gritando "Tayyip assassino!" e "Todos os lugares são Berkin, todos são resistência".

Nos comícios, Erdogan acusou uma coalizão de "anarquistas, terroristas e vândalos", assim como partidos de oposição e um influente clérigo muçulmano dos Estados Unidos, Fethullah Gulen, de organizarem os protestos para minar o seu poder.

Usando palavras duras, que não devem arrefecer a ira da população, Erdogan --que diferentemente do presidente, Abdullah Gul, e outras personalidades não mandou condolências à família de Elvan-- criticou os pais do garoto e sugeriu que ele não tinha ido comprar pão.

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