Crise na Ucrânia motiva maior protesto anti-Putin em dois anos na Rússia

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Maior parte dos russos concorda com a possível anexação da Crimeia. Minoria teme guerra contra o 'ex-país irmão' Ucrânia

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A Rússia viu o maior protesto da oposição em quase dois anos em Moscou neste sábado (15), quando milhares de pessoas tomaram as ruas para se manifestarem tanto contra e quanto a favor da política do presidente Vladimir Putin na Ucrânia.

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AP
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A Crimeia vota neste domingo (16) sobre a possibilidade de anexação à Rússia, depois que forças russas tomaram controle da península, motivando o pior conflito entre Ocidente e Oriente desde a Guerra Fria. A maioria dos russos aprova as ações de Putin e acredita que a Crimeia é parte da Rússia. Mas uma minoria teme que Putin se arrisque e inicie uma guerra com outra nação eslava que já foi um país irmão.

Apesar de menores que os protestos que ele enfrentou depois das eleições parlamentares de 2011, as manifestações anti-guerra deste sábado, que testemunhas dizem que chegou a reunir 30 mil pessoas, é um sinal que a intervenção na Ucrânia pode significar um marco no movimento de oposição, que perdeu muita força.

Desde que foi reeleito presidente, em 2012, Putin trabalhou para neutralizar a oposição, pensando nos protestos que derrubaram os governos da Geórgia e da Ucrânia, em 2003 e 2004-05 - ações que ajudam a explicar a sua antipatia pelo movimento que depôs o presidente ucraniano pró-Rússia, Viktor Yanukovich, no mês passado.


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