Medida é tomada após fontes indicarem à Reuters possibilidade de que voo da Malaysia Airlines pousou nas Ilhas de Andaman

A Índia usou sensores de calor nesta sexta-feira em voos sobre centenas de ilhas não habitadas do Mar de Andaman e expandirá sua busca pelo Boeing 777 da Malaysia Airlines desaparecido no dia 8 ainda mais para o oeste, para a Baía de Bengala, disseram autoridades.

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Nuvens pairam sobre a Ilha Sentinela do Norte, no sudeste das Ilhas de Andaman e Nicobar, na Índia (14/11/2005)
AP
Nuvens pairam sobre a Ilha Sentinela do Norte, no sudeste das Ilhas de Andaman e Nicobar, na Índia (14/11/2005)

Engano: Malásia diz que fotos de satélite não são do avião

Dois aviões de reconhecimento da Força Aérea indiana voaram sobre as ilhas de Andaman e de Nicobar depois de terem, juntamente com dois navios e duas embarcações da guarda costeira, vasculhado as águas ao redor sem encontrar sinais do avião, de acordo com Harmit Singh, que comanda os três serviços da Índia no território.

A hipótese de que o avião poderia ter pousado no arquipélago surgiu após análises de radar terem revelado, segundo a Reuters, a possibilidade de que a aeronave não voou cegamente a noroeste da Malásia. Citando fontes não identificadas familiarizadas com a investigação, a agência de notícias britânica diz que quem quer que estivesse pilotando o jato desaparecido seguia pistas de navegação que o teria levado às Ilhas Andaman.

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Dados do radar não mostram o trajeto da aeronave sobre as ilhas, mas apenas uma rota conhecida que leva até lá, disseram fontes à Reuters. A teoria baseia-se em informações anteriores de autoridades dos EUA, que disseram que o sistema de informação automatizado do avião foi detectado por satélites horas após o último contato relatado por controladores de tráfego aéreo. Isso faz com que alguns investigadores acreditem que o avião tenha voado por horas antes de realmente ter desaparecido.

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O arquipélago controlado pela Índia que vai até o sul de Mianmar contém 572 ilhas cobrindo cobrindo uma área de 720 por 52 km. Apenas 37 delas são habitadas, com o resto sendo coberta por florestas densas. A cadeia de ilhas tem quatro pistas, mas apenas o principal aeroporto em Port Blair pode lidar com um grande jato comercial.

Especialistas em aviação dizem que é provável que alguém possa ter sequestrado e derrubado o gigante Boeing 777 sem ser detectado. Mas Denis Giles, editor do jornal Andaman Chronicle, diz que não há nenhum lugar onde um avião grande como aquele possa ter pousado em um arquipélago sem atrair atenção. “Não há chance, nenhuma chance, que qualquer aeronave desse porte possa pousar em Andaman e Nicobar", disse.

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Como não houve nenhum progresso até agora, as autoridades malaias sugeriram nesta sexta-feira uma nova área de busca de 9 mil km² ao longa da costa de Chennai na Baía de Bengala, disse em uma declaração o Ministério da Defesa da Índia. A busca será realizada pelo comando naval oriental da Índia, disse a declaração.

A aeronave com 239 pessoas a bordo desapareceu há quase uma semana quando voava de Kuala Lumpur, na Malásia, para Pequin, na China. O desaparecimento do avião tem sido um dos maiores mistérios da história da aviação. Autoridades ainda não sabem onde o avião está ou o que fez com que ele desaparecesse.

*Com AP

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