Rússia realiza exercício militar perto da Ucrânia

Por iG São Paulo |

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Em meio à tensão com vizinho, cerca de 8,5 mil militares fazem manobras com artilharia e lançadores múltiplos de foguetes

Cerca de 8,5 mil militares russos participam de exercícios militares perto da fronteira com a Ucrânia envolvendo artilharia e lançadores múltiplos de foguetes, informou o Ministério da Defesa russo nesta quinta-feira. Um comunicado no site do ministério confirmou que os exercícios foram iniciados em bases do Distrito Militar Sul, mas não diz quanto tempo vão durar.

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AP
Membro mascarado do recém-formado Exército da Crimeia segura arma enquanto usa fita com cores da bandeira russa em Simferopol, Ucrânia

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Os exercícios devem causar preocupação na Ucrânia por causa da crise política entre Kiev e Moscou sobre a Península da Crimeia, que está atualmente sob controle de forças russas.

Na quarta-feira, os Estados Unidos iniciaram um exercício naval conjunto envolvendo Bulgária e Romênia nas águas do Mar Negro em frente à Península da Crimeia.

O presidente em exercício da Ucrânia, Oleksander Turchynov, reagiu às ações recentes da Rússia afirmando que forças russas estão concentradas na fronteira "prontas para invadir". Para ele, porém, os esforços internacionais podem colocar um fim na "agressão" da Rússia e evitar o risco de guerra.

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Segundo um comunicado publicado no site da presidência, Turchynov disse a um canal de TV local que, quando as forças russas tomaram a região ao sul da Crimeia na semana passada, outras unidades ficaram concentradas na fronteira leste da Ucrânia "prontas para uma invasão do território da Ucrânia a qualquer momento".

"Estamos fazendo tudo o que podemos para evitar a guerra, seja na Crimeia ou em qualquer outra região da Ucrânia", disse Turchynov, acrescentando que as forças da Ucrânia estão em estado de prontidão para pleno combate.

Veja imagens da presença russa na Crimeia, Ucrânia:

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

De qualquer forma, afirmou: "Todo o mundo civilizado apoia o nosso país. Todos os países líderes do mundo estão do lado da Ucrânia, e eu estou certo de que esse esforço unido na arena internacional, que coloca todos os países democráticos juntos, ainda pode nos permitir deter essa agressão."

Punição: União Europeia suspende negociações econômicas e de vistos com a Rússia

Perante a pressão da comunidade internacional contra as ações russas, o vice-ministro da Economia russo, Alexei Likhachev, afirmou nesta quinta que a Rússia vai impor sanções simétricas se os EUA e a UE aplicarem mais medidas contra o país. "Estamos prontos para qualquer eventualidade", disse Likhachev. "Nós vamos espelhar (qualquer ação)."

Ele também afirmou que o ministério espera que eventuais sanções sejam políticas e não econômicas.

Os Estados membros da União Europeia chegaram a um acordo sobre os termos a ser usados nas sanções à Rússia, que incluem restrições a viagens e congelamentos de bens dos responsáveis por violar a soberania da Ucrânia, segundo um documento preliminar de sete páginas visto pela Reuters.

O texto descreve em detalhes as medidas punitivas a ser adotadas contra Moscou caso a Rússia não recolha suas forças na Crimeia e não inicie um diálogo com mediadores internacionais para tentar resolver a crise na Ucrânia.

*Com Reuters

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