Mostra nos EUA revisita relação entre arte e luta por direitos civis

Por BBC Brasil |

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Exposição em Nova York reúne mais de cem obras de arte de artistas que retratam a agitação política e social dos anos 1960

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O movimento de luta pelos direitos civis nos Estados Unidos nos anos 1960 deixou marcas profundas não apenas na sociedade americana, mas também na produção artística da época.

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Confira as obras que estão sendo expostas na galeria de fotos 

Mostra celebra 50 anos da Lei dos Direitos Civis nos EUA. Na foto, Martin Luther King e outros líderes em marcha no Alabama, EUA. Foto: © Johnson Publishing CompanyObra de Betye Saar, de 1970, faz menção ao termo 'isca de jacaré', usado no passado, principalmente no sul dos EUA, para descrever crianças negras . Foto: © Betye SaarDavid Hammons imprimiu sua imagem contra a porta em referência às dificuldades  dos negros para conseguir acesso às escolas públicas no sul dos EUA. Foto: © David HammonsA obra, de 1969, mostra membros da Ku-Klux-Klan. Philip Guston passou a usar essas figuras várias vezes para representar a violência nos EUA. Foto: © The Estate of Philip GustonEsta obra de Norman Rockwell foi reproduzida na revista 'Look' em 1967, em artigo sobre a integração nos subúrbios dos EUA. Foto: © 2013 the Norman Rockwell Family EntitiesQuatro obras da série 'Confederação', de Robert Indiana, criticam o racismo vigente à época, no Alabama, Mississippi, Flórida e Louisiana. Foto: © 2013 Morgan Art FoundationTemas da mostra vão desde integração e educação até a politização da Arte Pop. Acima, 'Wives of Shango', de Jeff Donaldson. Foto: © Jameela K. DonaldsonRoupas criadas por Jae Jarrell antecipavam a relação moda/arte. O modelo acima, de 1969, foi inspirado pelos grafites nos muros de Chicago, EUA . Foto: © Jae JarrellMostra nos EUA reúne mais de cem obras de 66 artistas que retratam desde os eventos que precederam esse momento. Foto: © Kienholz

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Essa relação é tema de uma exposição itinerante que vai percorrer diversas cidades americanas para marcar os 50 anos da Lei dos Direitos Civis de 1964, que proibiu a discriminação racial e pôs fim à segregação em escolas e outros locais públicos.

Em cartaz no Brooklyn Museum, em Nova York, a mostra Witness: Art and Civil Rights in the Sixties ("Testemunha: Arte e Direitos Civis nos anos 60", em tradução livre) reúne mais de cem obras de 66 artistas que retratam desde os eventos que precederam esse momento histórico até as consequências da legislação.

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"Esta exposição explora como pintura, escultura, artes gráficas e fotografia não apenas responderam à agitação política e social da época, mas também ajudaram a influenciar seus rumos", diz a curadora da mostra, Teresa Carbone. "É um esforço para recuperar um aspecto vital da arte americana dos anos 1960 que há muito tempo vem sendo marginalizado ou ignorado", afirma.

Organizada ao redor de diferentes temas, que vão desde integração e educação até a politização da Arte Pop e o movimento "Black is Beautiful", a mostra leva o visitante a mergulhar nos acontecimentos muita vezes dramáticos do período, ao som de uma trilha sonora que inclui clássicos que marcaram o movimento, como Bob Dylan cantando The Times They Are a-Changin' e um vídeo de Nina Simone interpretando Mississippi Goddam em 1965.

A exposição fica em cartaz no Brooklyn Museum até 6 de julho, antes de iniciar seu roteiro por outras cidades do país.

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