EUA pousam F-16s na Polônia em meio a tensões na Ucrânia

Por iG São Paulo |

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Caças vão analisar as tensões na 'vizinha' Ucrânia. Medida foi adotada pela Otan após ocupação russa na ucraniana Crimeia

Caças F-16 dos Estados Unidos pousaram na base aérea de Lask, na Polônia, nesta quinta-feira em um gesto de apoio aos membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte no leste, depois da intervenção russa na Ucrânia, informou a embaixada norte-americana em Varsóvia.

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AP
Avião na base aérea da OTAN em Geilenkirchen, Alemanha (12/03)


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"Aumentar o destacamento de aviação foi uma escolha deliberada para demonstrar aos nossos aliados que o comprometimento dos Estados Unidos com nossas responsabilidades coletivas de defesa tem crédito e continuam valendo", disse a embaixada dos EUA em Varsóvia em comunicado, confirmando relatos da imprensa feitos mais cedo.

"Um total de 12 aeronaves devem chegar até o final desta semana."

Essas manobras foram intensificadas a pedido da Polônia, depois que forças russas tomaram o controle da Península da Crimeia, na Ucrânia. Mais cedo nesta semana, os Estados Unidos e a Polônia começaram exercícios de guerra em Lask. Os EUA dizem que tanto as manobras aéreas como os exercícios navais no mar Negro foram planejados antes da crise na Ucrânia.

Confira imagens da ocupação russa na Crimeia 

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

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Crise na Ucrânia

A OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) enviou dois aviões de vigilância para sobrevoar a Polônia e a Romênia na quarta-feira (12), a fim de monitorar a crise na vizinha Ucrânia. A aliança militar disse que dois aviões de reconhecimento do AWACS (Sistema Aéreo de Alerta e Controle, em tradução livre) decolaram de suas bases na Alemanha e Grã-Bretanha.

Os voos de vigilância não vão deixar o espaço aéreo de seus países membros - portanto, não cruzarão os céus nem da Ucrânia, nem da Rússia - segundo porta-voz da sede operacional da OTAN, na Bélgica.

“Os aviões podem observar mais de 300 mil quilômetros quadrados (115.000 milhas quadradas) e estarão de olho principalmente as atividades no ar e no mar”, disse o tenente-coronel Jay Janzen, acrescentando que uma aeronave AWACS já foi em uma missão de vigilância para a Romênia na última terça-feira (11) e que mais missões estão sendo planejadas.

“Nossos aviões não deixarão o espaço aereo da OTAN”, Janzen disse. “Mesmo assim, podemos observar, dar uma boa olhada na região.”

Os 28 membros da Organização decidiram na última segunda-feira (10) intensificar a avaliação sobre uma possível ameaça que a crise ucraniana pode representar para OTAN por meio do envio de aviões.

*Com AP e Reuters

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