Caças vão analisar as tensões na 'vizinha' Ucrânia. Medida foi adotada pela Otan após ocupação russa na ucraniana Crimeia

Caças F-16 dos Estados Unidos pousaram na base aérea de Lask, na Polônia, nesta quinta-feira em um gesto de apoio aos membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte no leste, depois da intervenção russa na Ucrânia, informou a embaixada norte-americana em Varsóvia.

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Avião na base aérea da OTAN em Geilenkirchen, Alemanha (12/03)
AP
Avião na base aérea da OTAN em Geilenkirchen, Alemanha (12/03)


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"Aumentar o destacamento de aviação foi uma escolha deliberada para demonstrar aos nossos aliados que o comprometimento dos Estados Unidos com nossas responsabilidades coletivas de defesa tem crédito e continuam valendo", disse a embaixada dos EUA em Varsóvia em comunicado, confirmando relatos da imprensa feitos mais cedo.

"Um total de 12 aeronaves devem chegar até o final desta semana."

Essas manobras foram intensificadas a pedido da Polônia, depois que forças russas tomaram o controle da Península da Crimeia, na Ucrânia. Mais cedo nesta semana, os Estados Unidos e a Polônia começaram exercícios de guerra em Lask. Os EUA dizem que tanto as manobras aéreas como os exercícios navais no mar Negro foram planejados antes da crise na Ucrânia.

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Crise na Ucrânia

A OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) enviou dois aviões de vigilância para sobrevoar a Polônia e a Romênia na quarta-feira (12), a fim de monitorar a crise na vizinha Ucrânia. A aliança militar disse que dois aviões de reconhecimento do AWACS (Sistema Aéreo de Alerta e Controle, em tradução livre) decolaram de suas bases na Alemanha e Grã-Bretanha.

Os voos de vigilância não vão deixar o espaço aéreo de seus países membros - portanto, não cruzarão os céus nem da Ucrânia, nem da Rússia - segundo porta-voz da sede operacional da OTAN, na Bélgica.

“Os aviões podem observar mais de 300 mil quilômetros quadrados (115.000 milhas quadradas) e estarão de olho principalmente as atividades no ar e no mar”, disse o tenente-coronel Jay Janzen, acrescentando que uma aeronave AWACS já foi em uma missão de vigilância para a Romênia na última terça-feira (11) e que mais missões estão sendo planejadas.

“Nossos aviões não deixarão o espaço aereo da OTAN”, Janzen disse. “Mesmo assim, podemos observar, dar uma boa olhada na região.”

Os 28 membros da Organização decidiram na última segunda-feira (10) intensificar a avaliação sobre uma possível ameaça que a crise ucraniana pode representar para OTAN por meio do envio de aviões.

*Com AP e Reuters

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