De acordo com porta-voz da Casa Branca, novas informações sugerem que aeronave enviou sinais de bordo após desaparecer

É um mistério que as autoridades ainda não sabem como resolver: onde está o voo 370 da Malaysia Airlines? Ainda há mais perguntas do que respostas nesse caso e nesta quinta-feira (13), autoridades dos Estados Unidos disseram que as investigações podem ser expandidas ao Oceano Índico.

Engano: Malásia diz que fotos de satélite não são do avião

Piloto da Royal Malaysian Air Force CN-235 mostra mapa durante buscas por avião da Malaysia Airlines sobre as águas do Estreito de Malaca, Malásia
AP
Piloto da Royal Malaysian Air Force CN-235 mostra mapa durante buscas por avião da Malaysia Airlines sobre as águas do Estreito de Malaca, Malásia


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Por que as autoridades expandiriam as buscas ao invés de estreitá-las? Novas informações, de acordo com uma fonte não identificada dos EUA, indicam que o avião desaparecido pode ter voado por várias horas após desaparecer do radar.

Sem se identificar, um oficial norte-americano disse que o avião estava transmitindo sinais ao satélite até quatro horas após seu desaparecimento do radar, o que indica continuação do voo. De acordo com ele, o Boeing 777-200 enviou sinal para estabelecer contato. E o avião só oferece esse serviço de satélite enquanto a aeronave está em funcionamento.

Segundo o oficial dos EUA, a Malaysia Airlines não descreveu esse serviço, mas os sistemas estavam sendo sinalizados automaticamente, de qualquer maneira. Ele disse ainda que algumas mensagens foram recebidas por um curto período de tempo após o transponder do avião ficar em silêncio.

Autoridades da Malásia acreditam que o sistema de dados do motor da aeronave, conhecido como ACARS, transmitiu sinais para os satélites até cinco horas após o último contato, o que sugere que o avião possa ter voado para o Oceano Índico.

Confira galeria de fotos sobre o desaparecimento da aeronave

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Essa possibilidade é a mais recente reviravolta no caso que tem atraído a atenção mundial desde o último sábado (8), quando houve o desaparecimento do voo com destino a Pequim, China. Tem sido difícil obter informações precisas sobre o voo. Inúmeras alegações reveladas por alguns funcionários foram desmentidas por outros, horas depois. Há relatos conflitantes sobre esta nova hipótese também.

Mas autoridades norte-americanas mantiveram ontem à tarde a afirmação que os dados do motor estavam sendo ativamente perseguidos na procura pelo avião. Os malaios não determinaram se os dados são da aeronave desaparecida, de acordo com o oficial norte-americano, deixando aberta a possibilidade de que a leitura dos sinais pode ser de outro avião próximo dali.

O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, disse nesta quinta que vários países estão participando da busca e “seguindo pistas para encontrar o avião”. Ele disse aos repórteres que “novas informações não são necessariamente conclusivas” poderiam levar a "realocação das buscas" em direção ao Oceano Índico.

"Nós estamos em busca de informação, buscando possíveis pistas, trabalhando dentro da investigação que está sendo conduzida pelo governo da Malásia, e ao meu entendimento, uma boa parte das informações, ou uma coleção delas, leva à possibilidade de abrir uma nova área de buscas", disse Carney.

Mary Schiavo, ex-inspetor-geral do Departamento de Transportes dos EUA, disse que, embora não esteja claro quão precisa é a informação mais recente, as autoridades não têm escolha a não ser segui-la.

*Com CNN e AP

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