Líder estudantil é morto a tiros em confronto na Venezuela

Por iG São Paulo | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Daniel Tinoco foi alvejado no peito durante confronto entre estudantes e a polícia. Mortos em manifestações somam 22

O líder estudantil Daniel Tinoco foi fatalmente baleado no peito na noite de segunda-feira (10), na cidade universitária de San Cristóbal, após dia de confrontos em que as forças de segurança venezuelanas atacaram e desmantelaram barricadas nos principais cruzamentos da região, disse o prefeito Daniel Ceballos.

Proteção: General reformado mantém trincheira contra governo da Venezuela

AP
Manifestante joga lata de gás lacrimogêneo em direção a polícia, durante protesto anti-governo, em Caracas, Venezuela (10/03)


Dia 17: Venezuela expulsa três funcionários consulares dos EUA

Segundo a repórter da TV local Beatriz Font, há relatos não confirmados de pelo menos outros dois feridos por tiros na cidade de 600 mil habitantes, onde a onda de protestos estudantis estourou no início de fevereiro e onde a agitação antigoverno tem se tornado cada vez mais feroz. O grupo de direitos humanos Provea tuitou que um aluno foi seriamente ferido após ser alvejado.

Homens da Guarda Nacional lançaram gás lacrimogêneo e fizeram disparos durante confrontos que duraram todo o dia nos bairros residenciais, afirmou uma fonte por telefone.

A oposição não disse quem pode ter matado Tinoco, mas tuitou que paramilitares armados, aliados ao governo de Nicolás Maduro, e conhecidos como "colectivos" lutaram contra os manifestantes juntamente com a Guarda Nacional.

Veja as fotos dos protestos na Venezuela:

Polícia nacional da Venezuela dispara gás lacrimogêneo enquanto manifestante antigoverno se ajoelha segurando pedra durante confrontos em Caracas (6/4). Foto: ReutersManifestantes mostram cartazes com fotos de ativistas mortos durante protestos antigoverno na Plaza Altamira em Caracas, Venezuela (20/3). Foto: APPartidários do líder da oposição Leopoldo López se reúnem para protesto que pede a libertação do político após um mês de sua prisão, na Venezuela (18/03). Foto: APGuardas das forças bolivarianas patrulham a Plaza Altamira após tomarem o controle do local em Caracas, Venezuela (17/3). Foto: APEstudante da Universidade Central da Venezuela grita contra governo de Nicolás Maduro durante protesto em Caracas (12/3). Foto: APManifestante antigoverno corre em meio ao gás lacrimogêneo lançado pela polícia durante protesto em Caracas, Venezuela (12/3). Foto: ReutersManifestante joga lata de gás lacrimogêneo em direção à polícia durante protesto antigoverno em Caracas, Venezuela (11/3). Foto: APGuardas prendem manifestante durante conflitos entre ativistas e motociclistas em Los Ruices, Venezuela (10/3). Foto: APPolícia impede passagem de manifestantes que protestavam contra escassez de alimentos (8/3). Foto: APManifestantes se preparam para jogar coquetéis molotov durante confrontos em Caracas, Venezuela (6/3). Foto: APOficiais da Guarda Nacional Bolivariana se protegem de fogos de artifício lançados contra eles por manifestantes em Caracas, Venezuela (março/2014). Foto: APManifestantes seguram cartazes com imagens de venezuelanos que foram mortos nas duas últimas semanas durante marcha em Caracas (28/2). Foto: APManifestantes rolam cano de água na tentativa de bloquear uma rodovia importante em Caracas, Venezuela (27/02). Foto: APOficiais da Guarda Nacional Bolivariana avançam em direção a protestos antigoverno em Valencia, Venezuela (26/2). Foto: APManifestante segura placa em frente de cordão da Guarda Nacional Bolivariana durante protesto perto da Embaixada de Cuba em Caracas, Venezuela (25/2). Foto: APObjetos colocados por manifestantes da oposição bloqueiam estrada no bairro de Altamira, em Caracas, Venezuela (20/2). Foto: APOpositor caminha perto de acusação feita a presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em rua no bairro de Altamira, Caracas (21/2). Foto: ReutersManifestante envolto com a bandeira da Venezuela coloca mais objetos em barricada em chamas no bairro de Altamira, em Caracas, Venezuela (20/2). Foto: APPartidários do governo venezuelano marcham no centro de Caracas (20/2). Foto: APManifestante levanta os braços em direção à polícia que lança gás lacrimogêneo em bairro de Caracas, Venezuela (19/2). Foto: APMiss Génesis Carmona é levada de moto a hospital. Ela morreu após ter sido atingida por disparo na cabeça em 18/2. Foto: Reprodução/TwitterManifestante usa máscara caseira para se proteger de gás durante protestos em avenida de Caracas, Venezuela (18/02). Foto: APEstudantes gritam slogans contra o presidente Nicolás Maduro durante marcha em Caracas, Venezuela (18/2). Foto: APLeopoldo López, líder da oposição da Venezuela, é preso vestido de branco e segurando flor em Caracas, Venezuela (18/2). Foto: APManifestante cobre a boca com pano durante protesto contra a censura do governo venezuelano em Caracas (17/2). Foto: APManifestante atira pedras na Força Nacional Bolivariana durante protesto na Venezuela (15/2). Foto: APManifestantes fecham a principal via da Venezuela (15/2). Foto: ReutersManifestantes na Venezuela são dipersados com canhões de água e gás lacrimogêneo (15/2). Foto: Carlos Garcia Rawlins/ReutersUniversitária segura cartaz em que se lê 'E quem tem as armas?' enquanto se manifesta contra o presidente Nicolás Maduro em Caracas, Venezuela (13/2). Foto: APEstudantes choram durante vigília em Caracas por dois jovens mortos em confrontos violentos na Venezuela (13/2). Foto: APEstudantes comparecem à vigília em Caracas por dois jovens mortos em confrontos violentos na Venezuela (13/2). Foto: APJovem segura livro marcado em espanhol com a frase 'Esta é a minha arma' durante protesto contra repressão de estudantes em Caracas, Venezuela (13/2). Foto: APEstudante segura cartaz em que se lê 'Paz e liberdade' durante manifestação em Caracas, Venezuela (13/2)
. Foto: APEstudantes gritam slogans contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante protesto em Caracas (13/2)
. Foto: AP

Sánchez: Venezuela indica ex-diplomata no Brasil como embaixador nos EUA

Uma fonte disse também que Tinoco era “um dos estudantes que estavam sempre na Avenida Carobobo (lotada de barricadas) dando entrevistas. Ele estava muito entusiasmado". Mais cedo, o prefeito havia dito que os confrontos atrapalhavam a vida em San Cristóbal. “Aqui a cidade está quase toda paralisada”, Ceballos disse à Associated Press.

Na semana passada, Maduro lançou uma “conferência de paz” em nível estadual em San Cristóbal, mas a oposição tem se recusado a participar até que o presidente venezuelano liberte os ativistas presos, entre outras exigências.

As semanas de protestos que envolveram a Venezuela começaram na própria San Cristóbal, quando estudantes, furiosos após uma tentativa de violência sexual contra uma colega de classe, tomaram as ruas. Rapidamente as manifestações se expandiram a outras cidades e atraíram a maior parte da classe média do país, fartos da inflação gritante, escassez de produtos básicos e uma das maiores taxas de homicídio do mundo. 

*Com AP

Leia tudo sobre: protestos na venezuelamaduromorteestudantetinocofontproveaceballos

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas