Obama e presidente chinês discutem solução diplomática para a crise na Ucrânia

Por Reuters |

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Presidente dos EUA vem fazendo consultas diplomáticas sobre ocupação na Crimeia. A China é uma aliada-chave da Rússia

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, começou uma nova semana de consultas diplomáticas sobre a crise na Ucrânia com um telefonema para o presidente chinês, Xi Jinping, com foco em uma solução pacífica para a intervenção militar da Rússia.

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AP
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Obama, que vai receber na Casa Branca o primeiro-ministro ucraniano, Arseniy Yatsenyuk, na quarta-feira (12), está buscando meios de pressionar o presidente da Rússia, Vladimir Putin, a acabar com o cerco russo à região da Crimeia, no sul da Ucrânia. Ele falou com Xi Jinping na noite de domingo (9).

A China é um aliado-chave da Rússia e tem aumentado as tensões com o Japão por declarar uma zona de defesa aérea sobre as ilhas remotas reivindicadas pelos dois países no mar da China Oriental.

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Um comunicado divulgado pela Casa Branca na segunda-feira deu poucos detalhes sobre o que foi discutido entre Obama e Xi Jinping, informando que os dois líderes concordaram com a "importância da manutenção dos princípios de soberania e integridade territorial, tanto no contexto da Ucrânia como para o funcionamento mais amplo do sistema internacional."

"O presidente apontou seu objetivo primordial de restabelecer a soberania da Ucrânia, sua integridade territorial e de garantir que povo ucraniano seja capaz de determinar seu próprio futuro sem interferência externa", disse a Casa Branca.

Obama manteve várias conversas diplomáticas no fim de semana, em busca de uma solução para a crise. Na semana passada, o parlamento pró-Moscou da Crimeia aprovou a realização de referendo em 16 de março para determinar se a região deve ser anexada à Rússia. A Casa Branca disse no domingo que se a Crimeia levar adiante os planos da votação, mais pressão internacional será colocada sobre a Rússia.

"Se houver uma anexação da Crimeia, um referendo que leve a Crimeia da Ucrânia para a Rússia, nós não o reconheceremos, nem a maior parte do mundo", disse o consultor em Segurança da Casa Branca Tony Blinken à CNN.


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