Grande comboio russo se dirige para base perto de capital da Crimeia

Por iG São Paulo |

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Comboio era acompanhado por 8 veículos blindados, duas ambulâncias e caminhões-tanque de combustível

Um comboio com centenas de soldados russos e formado por cerca de 50 caminhões se dirigia para uma base próxima da capital da Crimeia, Simferopol, neste sábado (07), afirmou uma equipe de reportagem da Reuters na província ucraniana ocupada pela Rússia. O comboio era acompanhado por 8 veículos blindados, duas ambulâncias e caminhões-tanque de combustível.

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A Rússia afirma que suas tropas na Crimeia são apenas aquelas que estão estacionadas em sua Frota do Mar Negro, uma afirmação que os Estados Unidos afirmam ser "ficção (do presidente russo, Vladimir) Putin". 

Tensão entre tropas

As tensões aumentaram depois que discussões durante a madrugada entre tropas russas e soldados ucranianos sitiados terem realçado ainda mais o maior confronto político entre Ocidente e Oriente. Os níveis de pressão cresceram muito na região nos últimos dois dias, desde quando a liderança regional declarou que agora faz parte da Rússia e anunciou um referendo em 16 de março para confirmar a mudança.

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

O presidente russo, Vladimir Putin, declarou há uma semana que a Rússia tem o direito de invadir a Ucrânia para proteger cidadãos russos, e seu Parlamento aprovou uma mudança na lei para que fique mais fácil anexar territórios.

Até agora, a tomada russa da península localizada no Mar Negro não teve violência, mas as forças da Rússia têm ficado cada vez mais agressivas contra as tropas ucranianas, cercadas em bases e sem oferecer resistência.

O serviço de imigração ucraniano afirmou que tropas russas também tomaram postos fronteiriços localizados no leste da península, despejando autoridades ucranianas e suas famílias de seus apartamentos no meio da madrugada.

Entenda: Saiba quais são os interesses da Rússia na região da Crimeia

"A situação mudou. As tensões estão muito maiores agora. Vocês têm que sair. Vocês não podem filmar aqui", afirmou um soldado russo que carregava uma metralhadora, com sua face coberta, na base naval ucraniana de Novozernoye.

Cerca de 100 russos armados vigiam os ucranianos que estão na base, onde um navio russo foi afundado propositalmente na entrada para impedir que os ucranianos fujam pelo mar.

"As coisas estão difíceis e o clima piorou. Os russos nos ameaçam quando vamos embora, tomam nossos alimentos e apontam armas contra nós", afirmou Vadim Filipenko, vice-comandante ucraniano na base.

Moscou nega que as tropas que ocuparam a Crimeia e falam russo estejam sob o seu comando, algo que os Estados Unidos classificam como "ficção de Putin".

Embora não usem insígnias, os soldados dirigem veículos com placas russas e se identificam como tropas russas para as forças ucranianas sitiadas.

Os EUA anunciaram sanções contra indivíduos que consideram culpados pela interferência na integridade territorial ucraniana, embora a lista ainda não tenha sido publicada.

A União Europeia também avalia a possibilidade de aplicar sanções, embora isso possa ser muito difícil de acontecer, pois o bloco tem 28 membros, a decisão precisa ser unânime e vários países dependam do gás natural russo.

O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, não deu indicações de que a posição de Moscou mudou neste sábado, e insistiu que o governo de Kiev foi criado a partir de um golpe de Estado.

O líder pró-Moscou da Crimeia, Sergei Aksyonov, afirmou que o referendo sobre a anexação da região à Rússia, que acontecerá dentro de uma semana, foi convocado rapidamente para evitar "provocação".

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Ataques cibernáticos

O maior órgão de segurança da Ucrânia disse neste sábado que, ao lado da agência de notícias nacional, foi alvo de ataques cibernéticos, os mais recentes sofridos pelas organizações nacionais desde o início da crise na região da Crimeia.

No mais recente incidente, fontes não identificadas lançaram ataques de negação de serviço (DoS), que têm a intenção de tirar do ar máquinas e redes de certos usuários.

"Houve um grande ataque DoS nos canais de comunicação do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, que aparentemente teve como objetivo dificultar a resposta aos desafios que nosso Estado enfrenta", afirmou o conselho.

O comunicado informou que a agência de notícias estatal Ukrinform sofreu ataque parecido. Autoridades ucranianas disseram na semana passada que o sistema de telecomunicações do país foi atacado com equipamentos instalados na Crimeia, que está controlada pela Rússia, e que interferiram nos telefones celulares de membros do Parlamento.

Elas afirmaram que alguns serviços telefônicos e de Internet foram interrompidos depois que forças russas tomaram o controle de bases aéreas e importantes instalações na Crimeia.

O governo pediu a ministérios que tomem medidas urgentes para impedir que seus websites sejam bloqueados e ordenou que órgãos investiguem a "evidência de ataques cibernéticos e punam os responsáveis".

Os chefes da segurança da Ucrânia não disseram quem está por trás dos problemas.

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