Dia da Mulher: Conheça os países mais perigosos para a população feminina

Por iG São Paulo |

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No Paquistão, estupro coletivo foi utilizado para punir aldeã. Sauditas podem ser chicoteadas e chinesas, obrigadas a abortar

Em 2002, Mukhtar Mai, uma aldeã analfabeta da Província de Punjab, Paquistão, foi atacada e estuprada por seis homens. Eles cumpriam ordens do clã Mastoi, o mais poderoso da aldeia de Meerwala. O motivo? Ela foi punida para vingar a vergonha que seu irmão, com 12 anos à época, submeteu todo clã ao se envolver com uma mulher Mastoi.

Infográfico: Saiba mais sobre as mulheres no mundo árabe e muçulmano  

Inconformada, Mukhtar iniciou uma batalha legal contra os criminosos e se tornou símbolo da defesa dos direitos das mulheres no Paquistão e no mundo. Em 2011, porém, o grupo foi julgado e cinco deles, libertados pela Suprema Corte do Paquistão. O sexto homem, então condenado à morte, teve a sentença comutada por prisão perpétua.

O caso da violência contra a mulher não se resume apenas ao da paquistanesa. Veja na galeria de fotos os principais deles, cometidos nos países que a Thomas Reuters Foundation e a ONU consideram os mais perigosos para as mulheres.  

Afeganistão: em 2011, Sahar Gul, então com 15 anos, foi espancada pela família do marido após rejeitar se prostituir. Foto: Reprodução/YoutubeAfeganistão: afegã com rosto marcado por ataque de ácido protesta contra execução pública de suposta adúltera (2012). Foto: AFPChina: por causa da política do filho único, Feng Jianmei foi obrigada a abortar aos 7 meses de gravidez em 2012. Foto: Reprodução/YoutubeEtiópia: até 85% da população feminina sofreu mutilação genital no país, diz OMS. Rito é prática em várias aldeias africanas. Foto: Reprodução/YoutubeArábia Saudita: em 2011, ano em que as mulheres conquistaram o direito ao voto, Shaima Ghassaniya foi chicoteada por dirigir. Foto: ReproduçãoNepal: prostituição infantil é um dos maiores problemas no país. Até 7 mil meninas entram no setor todos os anos. Foto: Reprodução/YoutubeSomália: mulheres passam dias na fila para se instalar em Dadaab, maior campo de refugiados do mundo. Foto: Getty ImagesÍndia: 24.206 casos de estupro foram registrados em 2011. Maioria das mulheres tem entre 18 e 30 anos. Em 94% dos casos, o agressor é alguém próximo. Foto: Getty ImagesÍndia: mulheres são vendidas, casam-se a partir dos 10 anos e sofrem violência doméstica. Casos de queimaduras e trabalho escravo são comuns. Foto: ReutersPaquistão: Mukhtar Mai foi condenada a estupro coletivo por anciãos de sua aldeia porque seu irmão se envolveu com mulher de outro clã. Foto: Getty ImagesPaquistão: Iram Ramzan (E.), 10 anos, foi espancada pela patroa (D) até a morte. Mais de 12 milhões de crianças trabalham no país. Foto: BBCCongo: congolesa não identificada foi estuprada por homens de milícia armada que ocuparam Livungi, onde ela morava. Estupros são arma de guerra no país. Foto: NYTCongo: no país cujo IDH é de apenas 0,239, há 115 óbitos a cada 1 mil nascidos vivos e pelo menos 76% da população está subnutrida. Foto: Getty Images


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