Proposta de que península seja anexada pela Rússia é ilegal por não incluir governo ucraniano na discussão, diz líder dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quinta-feira que uma proposta de referendo na Crimeia para que a península ucraniana se junte à Rússia viola o direito internacional e afirmou que os EUA atuaram para impor sanções para fazer a Rússia pagar o custo pela intervenção na Ucrânia.

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Presidente dos EUA, Barack Obama, termina seu pronunciamento sobre a situação na Ucrânia na Casa Branca
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Presidente dos EUA, Barack Obama, termina seu pronunciamento sobre a situação na Ucrânia na Casa Branca

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"O referendo proposto sobre o futuro da Crimeia violaria a Constituição ucraniana e viola a lei internacional", disse Obama na Casa Branca horas depois de que autoridades na Crimeia estabeleceram a data de 16 de março para a votação. "Qualquer discussão sobre o futuro da Ucrânia deve incluir o governo legítimo da Ucrânia", disse.

Os EUA também começaram a impor novas restrições de vistos em um número de pessoas e instituições não especificadas ou identificadas que o governo Obama acusou de ameaças a soberania e as fronteiras territoriais da Ucrânia. Além disso, Obama assinou uma ordem executiva que permitirá aos EUA impor sanções financeiras.

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Em uma declaração, a Casa Branca disse que as punições teriam como alvo "aqueles que estão mais diretamente envolvidos na desestabilização da Ucrânia, incluindo a intervenção militar na Crimeia, e não impede passos adicionais se a situação se deteriorar".

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Enquanto isso em Bruxelas, a União Europeia (UE) anunciou a suspensão de negociações com a Rússia sobre um pacto econômico e um acordo de vistos em resposta à intervenção russa na Crimeia. Líderes da UE, assim como Obama, ameaçaram ações adicionais se a Rússia mantiver seu avanço.

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Autoridades em Washington e funcionários e instituições do governo russo poderiam estar entre os que foram sancionados pela ação dos EUA, embora seja improvável que o presidente russo, Vladimir Putin, seja atingido diretamente.

*Com AP e Reuters

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