Rússia ameaça confiscar bens estrangeiros se sofrer sanções por ação na Ucrânia

Por iG São Paulo | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Chefe do comitê de legislação russo, Andrei Klishas, diz que eventual punição da UE e dos EUA contra o país será recíproca

Senadores russos devem adotar uma lei que permitirá o confisco dos bens de empresas e pessoas físicas da Europa e dos Estados Unidos em solo russo caso a União Europeia imponha sanções à Rússia pela crise na Ucrânia, disse nesta quarta-feira o chefe do Comitê de Legislação Constitucional do Senado, Andrei Klishas, autor do projeto.

Hoje: Navio de guerra fabricado na França zarpa com destino à Rússia

AP
Vladimir Putin, no topo à direita, lidera reunião na casa presidencial, que fica próxima de Moscou


Putin: Houve golpe na Ucrânia e Rússia tem direito de usar a força se necessário

Andrei Klishas disse que o projeto "ofereceria a oportunidad de que o presidente y o governo defendam nossa soberania perante as ameaças", segundo a agência estatal de notícias RIA Novosti.

Veja a presença russa na Crimeia, Ucrânia:

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

Leia: Saiba quais são as opções do Ocidente para lidar com a crise da Ucrânia

EUA: possíveis sanções

O presidente americano, Barack Obama, disse na segunda-feira (3) que cogita opções econômicas e diplomáticas para isolar a Rússia. Obama convocou o Congresso para trabalhar em um pacote de ajuda à Ucrânia. Os EUA afirmaram ter ainda uma ampla gama de opções para agir contra a Rússia caso as tensões sobre a Ucrânia aumentem.

"Ao longo do tempo isso será custoso para a Rússia. E agora é o momento para eles considerarem se podem cumprir seus interesses por meio da diplomacia e não pela força", disse Obama.

Aviso: EUA preparam sanções contra a Rússia, diz Obama

O presidente americano afirmou também que a Rússia está "do lado errado da história" e que a intervenção militar do país na Ucrânia viola a soberania ucraniana e o direito internacional . Ele acrescentou que Moscou já foi alertada de que o governo dos EUA vai buscar uma série de sanções econômicas e diplomáticas para isolar a Rússia.

A União Europeia também ameaçou tomar "medidas específicas", a menos que a Rússia recue e abra negociações com o novo governo da Ucrânia.

Ocupação na Crimeia

Na segunda-feira, ficou claro que a Rússia tem o controle operacional completo da Crimeia. Soldados russos controlam os postos fronteiriços da região, bem como todas as instalações militares no território. Tropas também controlavam um terminal de balsas na cidade de Kerch. Isso intensificou os temores em Kiev de que Moscou poderia avançar para o restante da Ucrânia.

Crise na Ucrânia: Punição a presidente russo é teste para Obama

O porta-voz da autoridade de fronteira Sergei Astakhov disse que os russos exigiam que soldados ucranianos e guardas transferissem a lealdade à Rússia. "Os russos estão se comportando de forma muito agressiva", disse. "Eles estão quebrando tudo e cortando todas as comunicações", afirmou.

Segundo Astakhov, quatro navios militares russos, 13 helicópteros e oito aviões de carga tinham chegado à Crimeia em violação ao acordo que permite que a Rússia mantenha sua Frota no Mar Negro. Ela tem uma base na região da Crimeia, mas o envio de forças adicionais à base é limitado.

*Com informações da AP, Reuters e informações da CNN

Leia tudo sobre: crimeiarussiasancaoeuaobamaputinrússia na ucrâniaue

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas