Navio de guerra fabricado na França zarpa com destino à Rússia

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Com a UE, governo francês estuda sanções contra a Rússia por sua ação na Ucrânia, mas não pretende desfazer acordo naval

Um navio de guerra francês construído para reforçar a capacidade da Rússia de posicionar tropas, tanques e helicópteros vai executar seu primeiro teste nesta quarta-feira (5), enquanto as potências ocidentais tentam conter a ameaça militar do presidente russo, Vladimir Putin, à Ucrânia.

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AP
Mulher aproveita mar e sol enquanto se vê ao longe navio militar da Rússia no porto de Limassol, o maior do Chipre (foto arquivo)


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De acordo com um porta-voz da empresa de construção naval, o porta-helicópteros Vladivostok zarpou do porto francês de Saint-Nazaire, no Atlântico. Algumas centenas de quilômetros distante do cais, em Paris, o governo francês está recebendo americanos, russos e outros importantes diplomatas do mundo em meio as tensões crescentes sobre a Ucrânia.

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Veja as fotos da presença da Rússia na Crimeia, Ucrânia: 

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

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O navio de guerra faz parte de um negócio de 1,2 bilhões de euros (cerca de R$ 3,8 bilhões), que marcou a maior venda de armamento da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) para Moscou, um negócio que já havia causado espanto nos círculos militares da Rússia e entre os aliados ocidentais da França quando foi estabelecido em 2011. A França tem criticado a incursão militar russa pelo Mar Negro na Península da Crimeia, mas diz que não ter planos de desfazer o acordo com a Rússia.

Isso porque a França, assim como outros parceiros da Rússia na Europa, encontra-se dividida entre os esforços para pressionar o país diplomaticamente e seus próprios interesses econômicos. A prioridade do governo francês é ver a economia ressurgir e combater o desemprego, e o negócio com a Rússia garante cerca de 1 mil novos postos de trabalho.

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O Vladivostok está em vias de ser entregue até o último trimestre deste ano, disse o porta-voz Emmanuel Gaudez da DCNS, um estaleiro naval apoiado pelo Estado para fabricação dos navios de guerra juntamente com a construtora naval sul-coreana STX.

Outro navio, o Sebastopol — que ironicamente em o nome de um porto na Crimeia controlado pela Rússia — está previsto para ser entrague cerca de um ano depois. “Nós não comentaremos a situação política – isso é para os políticos decidirem”, disse Gaudez.

Alguns clientes e militares russos visitarão o navio no final deste mês, e uma delegação maior é esperada para junho, disseram funcionários da empresa. “Mas agora com o que está acontecendo na Ucrânia, talvez eles tenham outras prioridades, eu não sei”, explicou Christophe Morel, um delegado sindical da STX.

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A França se juntou aos EUA e à Grã-Bretanha para suspender os preparativos para a cúpula do G8 na Rússia, que seria realizada em junho. O país e aliados da União Europeia consideram possíveis sanções contra a Rússia.

Mas o ministro das Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, falando à rádio RTL na segunda-feira (3), disse que "nós não chegamos ao ponto ainda" de suspender qualquer exportação de defesa.

Tensão 

Na terça-feira (4), o presidente da Rússia, Vladimir Putin, descreveu a crise na Ucrânia como resultado de um "golpe inconstitucional", declarando seu apoio ao presidente pró-Rússia deposto Viktor F. Yanukovych e afirmando que Moscou se reserva o direito de usar a força como "último recurso".

As declarações foram dadas no dia em que a Casa Branca anunciou um pacote de ajuda de US$ 1 bilhão com a chegada do secretário de Estado dos EUA, John Kerry, à capital Kiev para discutir a crise.

Kerry em Kiev: EUA preparam pacote de US$ 1 bilhão para ajudar a Ucrânia

Em entrevista televisionada, Putin disse esperar não ter de usar a força no leste da Ucrânia, cujo idioma predominante é o russo. Mas, no que poderia ser um sinal de ampliação da crise, o líder afirmou que a Rússia se reserva o direito de usar "todas as opções" para confrontar a ilegalidade no leste da Ucrânia, que tradicionalmente tem sido pró-Rússia. Segundo ele, qualquer intervenção seria "legítima e dentro da lei internacional".

*Com AP e BBC

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