Diplomatas debatem solução para crise na Ucrânia em negociações em Paris

Por iG São Paulo |

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UE prepara pacote de auxílio de US$ 15 bilhões para a Ucrânia, mesmo total oferecido por Moscou a líder deposto Yanukovych

As bases para uma possível solução diplomática na Ucrânia surgiram nesta quarta-feira enquanto importantes autoridades russas e do Ocidente tentaram pôr fim a uma das piores crises na Europa desde a Guerra Fria. A União Europeia (UE) preparou um pacote de auxílio de US$ 15 bilhões para a Ucrânia, e os diplomatas europeus e ucranianos elaboraram formas para que todos os lados pudessem evitar um novo conflito global.

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Apesar disso, tudo depende da Rússia, cujas tropas continuam na estratégica Península da Crimeia e que vê a Ucrânia como uma parte crucial de seu quintal geopolítico. O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, rejeitou se encontrar com seu homólogo ucraniano em uma dia de negociações em Paris nesta quarta-feira, de acordo com um graduado diplomata francês.

O que está em jogo na crise entrou em uma rápida escalada desde a fuga no mês passado do presidente pró-Rússia Viktor Yanukovych depois de meses de protestos de rua e da tomada de controle da Crimeia pela Rússia. A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) está abordando a situação da Ucrânia diretamente com a Rússia em uma reunião extraordinária em Bruxelas da aliança militar, originalmente criada como um contrapeso à União Soviética.

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A Rússia está aberta à mediação internacional, mas um grande obstáculo tem sido a recusa de Moscou de reconhecer o novo governo ucraniano, muito menos sentar à mesa com eles, disse o diplomata francês. Ele descreveu os elementos diplomáticos que surgiram nesta quarta-feira como um "trabalho em andamento".

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

O chanceler britânico, William Hague, afirmou que uma demanda-chave era que o Exército russo recuasse para suas bases no Mar Negro para mostrar que refreava a escalada, mas ele não pressionou por um ultimato para quinta-feira, como diplomatas europeus inicialmente alertaram.

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À beira do colapso econômico, a Ucrânia acusou a Rússia de uma invasão militar depois que as tropas pró-Rússia tomaram o controle da Crimeia no sábado, posicionando forças ao redor de seu terminal de balsas, bases militares e postos de fronteira. Moscou vem ameaçando Kiev de que porá fim aos descontos que dá em seu fornecimento de gás natural.

A oferta desta quarta feita pela UE se equipara ao pacote de resgate oferecido pelo Rússia a Yanukovych, que começou a enfrentar protestos em novembro depois abriu mão de um amplo acordo comercial e econômico com a UE para se aproximar de Moscou.

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Mais tarde, a UE congelou os bens de 18 pessoas consideradas responsáveis por apropriação indébita de fundos estatais na Ucrânia, ecoando uma ação similar na Suíça e na Áustria. A divulgação da lista, que provavelmente teve como alvo funcionários no governo deposto ou empresários relacionadas a ele, ficou retida até quinta para evitar que qualquer um deles retire os fundos no último minuto.

Na Espanha antes de encontros planejados com o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, em Paris, o chanceler russo alertou contra o apoio ocidental ao que Moscou considera um golpe. Para ele, isso poderia encorajar a tomada de poder em outros lugares do mundo.

*Com AP

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