Presidente venezuelano presidirá desfile militar e cerimônia no mausoléu do 'El Comandante' apesar das manifestações no país

Reuters

A Venezuela se prepara para recordar a morte do ex-presidente socialista Hugo Chávez apesar dos contínuos protestos contra o seu sucessor, que vêm abalando o país, que é membro da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), e ameaçam o legado do "El Comandante".

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Em meio a protestos, Venezuela lembrará morte de Hugo Chávez
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Em meio a protestos, Venezuela lembrará morte de Hugo Chávez

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Mesmo enquanto estudantes armavam ainda barricadas em algumas cidades e ativistas realizavam novas manifestações, o governo do presidente Nicolás Maduro organizava grandes cerimônias para homenagear Chávez nesta quarta-feira, no primeiro aniversário de sua morte por câncer.

Maduro, que anunciou chorando a morte de Chávez para uma nação em estado de choque em 5 de março do ano passado, fez da preservação do controverso legado de Chávez a força motriz de sua presidência, apesar da oposição de cerca de metade dos venezuelanos.

O presidente vai presidir um desfile militar em Caracas nesta quarta, seguido de uma cerimônia no mausoléu que abriga os restos mortais de Chávez em uma favela num morro da cidade.

Aliados de Maduro na esquerda latino-americana, incluindo os presidentes da Bolívia, Evo Morales, e da Nicarágua, Daniel Ortega, são esperados para as cerimônias.

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Maduro, 51 anos, venceu por estreita margem a eleição em abril de 2013 para suceder seu mentor, mas em sua gestão os problemas da economia se agravaram, ele pouco avançou no combate aos crimes violentos e vem enfrentando protestos de rua desde o início de fevereiro.

Essas manifestações resultaram nos piores distúrbios da Venezuela em uma década, com 18 mortos em enfrentamentos entre os participantes dos protestos e forças de segurança e partidários de Maduro.

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