China acusa militantes separatistas de ataque que matou 29 em estação de trem

Por iG São Paulo |

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Além das vítimas no ataque, outros 4 integrantes foram mortos pela polícia; grupo é de região a 1500 km do local do ataque

Autoridades chinesas culparam militantes separatistas da região de Xinjiang, no extremo oeste, pelo ataque realizado em uma estação de trem, no outro lado do País. Usando apenas facas, um grupo de homens vestidos de preto matou 29 pessoas e feriu outras 143, no ataque que foi considerado o mais mortal da China nos últimos anos.

Reuters
Estação na China ficou vazia e com malas pelo chão após ataque que matou 27 pessoas

Quatro integrantes do grupo foram mortos a tiros pela polícia, elevando o número de mortos para 33. Outro foi capturado logo após o ataque. O grupo é procurado pela polícia há mais de 5 anos.

De acordo com a agência estatal Xinhua, as identidades dos integrantes do grupo ainda não foram confirmadas, mas provas deixadas na cena do crime mostra que "o ataque terrorista na Estação Ferroviária Kunming foi realizado por forças separatistas de Xinjiang.

O ataque, na cidade de Kunming na noite de sábado, considerado por autoridades como "um violento ataque terrorista, organizado e premeditado" marca uma grande escalada nos conflitos latentes em Xinjiang. A região é reduto do povo muçulmano Uigur, muitos dos quais se irritam com as restrições chinesas em relação à sua cultura e religião.

É a primeira vez que pessoas de Xinjiang são responsabilizadas pela realização de um ataque em grande escala tão longe de sua terra natal – Kunming fica a 1500 quilômetros de Xinjiang. A acusação ocorre depois de um incidente na Praça da Paz Celestial de Pequim, em outubro, que abalou a liderança comunista do país.

A China reforçou a segurança em Xinjiang após um veículo se chocar com turistas na orla da Praça da Paz Celestial, matando três pessoas no carro e dois espectadores. A China classificou o incidente como um ataque suicida por militantes de Xinjiang.

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