Ucrânia põe tropas em alerta e EUA pedem que Rússia recue

Por iG São Paulo |

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Obama liga para Putin e diz que Rússia viola leis internacionais. Ucrânia pede reunião na ONU para tentar conter tropas russas

Tropas russas tomaram a Crimeia horas depois de o parlamento em Moscou dar sinal verde ao presidente Vladimir Putin para enviar militares à Ucrânia. A Crimeia é estratégica para o avanço russo sobre a Ucrânia, visto que é local de bases da frota russa. As Forças Armadas da Ucrânia entraram em estado de alerta. 

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ligou para Putin e pediu que a Rússia recue as suas tropas e não entre na Ucrânia. O telefonema durou cerca de 90 minutos, segundo informações da Casa Branca. Os Estados Unidos condenam qualquer intervenção militar no país. A Rússia, em resposta, afirma que tem o direito de proteger os seus interesses e, bem como, os russos que vivem na Ucrânia.

A Ucrânia pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para tentar contar as tropas russas. O porta-voz do país, Yegor Pyvovarov, disse à rede americana CNN, que já são 15 mil soldados russos na região da Crimeia. Na afirmação, dada antes da reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, neste sábado, ele não explicou se este número incluía as tropas já alocadas na base russa.

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

A população da Ucrânia está dividida em lealdades entre a Rússia e a Europa, com boa parte da área ocidental ucraniana defendendo vínculos mais próximos com a UE, enquanto as regiões leste e sul recorrem à ajuda da Rússia. A Crimea é em sua maioria falante do russo.

Apelo: Líder da Crimeia pede ajuda russa após dizer que controla forças de segurança

O endosso parlamentar para o envio de tropas aumenta o que está em jogo no conflito depois dadeposição do presidente pró-Rússia Viktor Yanukovych na semana passada, depois de três meses de protestos que tinham como objetivo aproximar a Ucrânia da União Europeia (UE) e afastá-la da Rússia.

O pedido de Putin e a votação do Parlamento ocorreram pouco depois de o primeiro-ministro regional da Crimeia, Sergei Aksyonov, ter declarado que as Forças Armadas, a política, o serviço de segurança nacional e os guardas de fronteira na região estavam sob seu controle e ter feito um apelo para que Putin ajudasse a manter a paz.

País dividido

A Crimeia apenas se tornou parte integrante da Ucrânia em 1954, quando o líder soviético Nikita Khrushchev transferiu a jurisdição da Rússia, uma medida que era uma mera formalidade quando a Ucrânia e a Rússia faziam parte da União Soviética (URSS). O colapso da URSS em 1991 significou que a Crimeia ficou para uma Ucrânia independente.

A Rússia adotou uma posição de confronto em relação a seu vizinho depois de o pró-russo Yanukovych ter fugido do país. Yanukovych foi destituído pelo Parlamento depois de semanas de protestos que deixaram mais de 80 mortos. Os manifestantes buscaram sua renúncia depois de ele abrir mão de um acordo que aproximaria a Ucrânia da UE para alinhar-se à Rússia. Yanukovych se refugiou na Rússia e diz que ainda é o presidente.

Sexta: Forças Armadas da Rússia ocupam aeroportos na Crimeia, acusa Ucrânia

Aksyonov, o líder do principal partido pró-Rússia da península, apelou a Putin "por assistência em garantir a paz e a calma no território da república autônoma da Crimeia". Aksyonov foi empossado pelo Parlamento da Crimeia na quinta-feira, depois que homens armados pró-Rússia tomaram o controle do prédio e as tensões aumentaram por causa da resistência da Crimeia em relação às novas autoridades em Kiev, que assumiram o poder nesta semana.

Com informações da AP, CNN e Reuters

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