Protestos continuam na Venezuela mesmo após início do feriado prolongado

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Maduro acrescentou dois dias à semana do feriado de carnaval que acaba no dia do primeiro aniversário da morte de Chávez

O início de uma semana inteira de feriado que acaba em dia 5 de março, data do primeiro aniversário de morte de Hugo Chávez, não tirou completamente os manifestantes das ruas na quinta-feira (27) como o governo da Venezuela aparentemente esperava.

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AP
Manifestantes rolam cano de água na tentativa de bloquear uma rodovia importante em Caracas, Venezuela (27/02)


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O presidente Nicolás Maduro anunciou nesta semana que antecipou em dois dias, para quinta-feira, o início das celebrações do carnaval. Algumas pessoas interpretaram esse anúncio como forma de acalmar as tensões.

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Confira as imagens dos protestos na Venezuela:

Polícia nacional da Venezuela dispara gás lacrimogêneo enquanto manifestante antigoverno se ajoelha segurando pedra durante confrontos em Caracas (6/4). Foto: ReutersManifestantes mostram cartazes com fotos de ativistas mortos durante protestos antigoverno na Plaza Altamira em Caracas, Venezuela (20/3). Foto: APPartidários do líder da oposição Leopoldo López se reúnem para protesto que pede a libertação do político após um mês de sua prisão, na Venezuela (18/03). Foto: APGuardas das forças bolivarianas patrulham a Plaza Altamira após tomarem o controle do local em Caracas, Venezuela (17/3). Foto: APEstudante da Universidade Central da Venezuela grita contra governo de Nicolás Maduro durante protesto em Caracas (12/3). Foto: APManifestante antigoverno corre em meio ao gás lacrimogêneo lançado pela polícia durante protesto em Caracas, Venezuela (12/3). Foto: ReutersManifestante joga lata de gás lacrimogêneo em direção à polícia durante protesto antigoverno em Caracas, Venezuela (11/3). Foto: APGuardas prendem manifestante durante conflitos entre ativistas e motociclistas em Los Ruices, Venezuela (10/3). Foto: APPolícia impede passagem de manifestantes que protestavam contra escassez de alimentos (8/3). Foto: APManifestantes se preparam para jogar coquetéis molotov durante confrontos em Caracas, Venezuela (6/3). Foto: APOficiais da Guarda Nacional Bolivariana se protegem de fogos de artifício lançados contra eles por manifestantes em Caracas, Venezuela (março/2014). Foto: APManifestantes seguram cartazes com imagens de venezuelanos que foram mortos nas duas últimas semanas durante marcha em Caracas (28/2). Foto: APManifestantes rolam cano de água na tentativa de bloquear uma rodovia importante em Caracas, Venezuela (27/02). Foto: APOficiais da Guarda Nacional Bolivariana avançam em direção a protestos antigoverno em Valencia, Venezuela (26/2). Foto: APManifestante segura placa em frente de cordão da Guarda Nacional Bolivariana durante protesto perto da Embaixada de Cuba em Caracas, Venezuela (25/2). Foto: APObjetos colocados por manifestantes da oposição bloqueiam estrada no bairro de Altamira, em Caracas, Venezuela (20/2). Foto: APOpositor caminha perto de acusação feita a presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em rua no bairro de Altamira, Caracas (21/2). Foto: ReutersManifestante envolto com a bandeira da Venezuela coloca mais objetos em barricada em chamas no bairro de Altamira, em Caracas, Venezuela (20/2). Foto: APPartidários do governo venezuelano marcham no centro de Caracas (20/2). Foto: APManifestante levanta os braços em direção à polícia que lança gás lacrimogêneo em bairro de Caracas, Venezuela (19/2). Foto: APMiss Génesis Carmona é levada de moto a hospital. Ela morreu após ter sido atingida por disparo na cabeça em 18/2. Foto: Reprodução/TwitterManifestante usa máscara caseira para se proteger de gás durante protestos em avenida de Caracas, Venezuela (18/02). Foto: APEstudantes gritam slogans contra o presidente Nicolás Maduro durante marcha em Caracas, Venezuela (18/2). Foto: APLeopoldo López, líder da oposição da Venezuela, é preso vestido de branco e segurando flor em Caracas, Venezuela (18/2). Foto: APManifestante cobre a boca com pano durante protesto contra a censura do governo venezuelano em Caracas (17/2). Foto: APManifestante atira pedras na Força Nacional Bolivariana durante protesto na Venezuela (15/2). Foto: APManifestantes fecham a principal via da Venezuela (15/2). Foto: ReutersManifestantes na Venezuela são dipersados com canhões de água e gás lacrimogêneo (15/2). Foto: Carlos Garcia Rawlins/ReutersUniversitária segura cartaz em que se lê 'E quem tem as armas?' enquanto se manifesta contra o presidente Nicolás Maduro em Caracas, Venezuela (13/2). Foto: APEstudantes choram durante vigília em Caracas por dois jovens mortos em confrontos violentos na Venezuela (13/2). Foto: APEstudantes comparecem à vigília em Caracas por dois jovens mortos em confrontos violentos na Venezuela (13/2). Foto: APJovem segura livro marcado em espanhol com a frase 'Esta é a minha arma' durante protesto contra repressão de estudantes em Caracas, Venezuela (13/2). Foto: APEstudante segura cartaz em que se lê 'Paz e liberdade' durante manifestação em Caracas, Venezuela (13/2)
. Foto: APEstudantes gritam slogans contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante protesto em Caracas (13/2)
. Foto: AP

Nos protestos da quinta, a intenção dos estudantes era enviar ao governo uma mensagem de que as manifestações não seriam dispersadas pelo período de folgas.

“Eles querem nos desmobilizar com esse decreto que dá ao carnaval mais dois dias para se comemorar o Caracazo”, disse o líder estudantil Juan Requesens, referindo-se ao termo que define a onda de protestos antigoverno de 1989. “Maduro está equivocado”, afirmou. “Nós continuaremos na rua, não vamos deixar a luta pela democracia por seis dias na praia.”

Centenas de estudantes se reuniram em uma rua arborizada no leste de Caracas, exigindo o fim da repressão do governo contra os protestos e a libertação dos presos. Mais tarde, quando alguns manifestantes dispersaram para uma grande rodovia da capital, as forças de segurança do governo dispararam gás lacrimogêneo. Em Valencia, cidade a cerca de 170 km a oeste de Caracas, ativistas queimaram uma barricada e entraram em confronto com a polícia.

Segundo o governo, a onda de protestos, que começou como um movimento liderado por estudantes no início deste mês, resultou em 16 mortes até o momento. Grande parte da classe média se juntou à oposição, mas, na maioria das vezes, o movimento não tem se expandido para os bairros mais pobres, onde reside a base de apoio de Maduro.

Os bloqueios de estradas, a maioria em bairros de classe média, tornaram-se apenas mais uma irritação para alguns, já frustrados pela falta de alimentos, taxas de criminalidade crescentes e uma inflação que atingiu 56% no ano passado.

“Estou farta. Eu tenho uma geladeira vazia e não posso nem ir ao supermercado por causa dessa barricada”, disse Alma Castillo, uma dona de casa de 33 anos que mora em Caracas. “Não sou uma chavista, mas não é justo que nossos vizinhos façam isso conosco. Os protestos devem ser organizados e pacíficos.”

*Com AP

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